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Política Senadores pedem ao Supremo a prorrogação da CPI da Covid

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A partir de agora, investigações contra o ex-presidente devem tramitar na primeira instância. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Podemos-GO) apresentaram recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), seja obrigado a atender o requerimento que pede a prorrogação da CPI da Pandemia, protocolado no último dia 26.

O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (5). Como a Corte está em recesso, o caso deve ser examinado pelo presidente Luiz Fux, que também poderá distribuí-lo para os outros ministros que continuarão trabalhando neste mês de julho — Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.

O regimento do Senado prevê a prorrogação automática de uma CPI desde que o requerimento tenha a assinatura de, no mínimo, um terço dos senadores, 27. O pedido de continuidade dos trabalhos foi assinado por 34 parlamentares.

“Não se pode admitir que a omissão de uma só pessoa, no caso, o Exmo. Sr. Presidente do Senado, possa impedir que a minoria parlamentar exerça um dos mais elevados encargos que lhe foram incumbidos pela Constituição da República, qual seja, o papel de investigar, precisamente, garantir a regular continuidade dos trabalhos da CPI”, argumentam os senadores.

A CPI foi instalada em 27 de abril, com prazo de 90 dias e investiga ações e omissões do governo Jair Bolsonaro na pandemia e suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos federais por Estados e municípios.

Em uma nova fase após quase dois meses de trabalho, a CPI da Covid teve nas últimas duas semanas uma explosão de denúncias de supostas irregularidades na compra de vacinas contra covid-19, em esquemas que envolveriam superfaturamento, favorecimento de empresas e desvio de recursos públicos.

A trilha surgiu depois do vazamento do depoimento ao MPF (Ministério Público Federal) de um servidor do Ministério da Saúde que dizia ter sido pressionado de forma atípica para aprovar a compra da vacina indiana Covaxin contra a covid-19.

Uma investigação criminal foi aberta sobre o caso, após a Procuradoria da República no Distrito Federal apontar “indícios de crime” no contrato de compra da Covaxin. O Ministério da Saúde cancelou o contrato de R$ 1,6 milhão após o caso ser explorado na CPI.

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