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Brasil Senadores preveem que projetos conservadores aprovados na Câmara dos Deputados dificilmente avançarão no Senado

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Álvaro Dias (PSDB-PR), ex-governador do Paraná, acha que o Senado é a casa da maturidade política. (Foto: Dida Sampaio/AE)

A pauta conservadora que a bancada BBB (boi, bala e Bíblia) conseguiu fazer avançar na Câmara dos Deputados neste ano dificilmente prosperará da mesma forma no Senado, segundo a análise de parlamentares de vários partidos. A explicação é que, como o Senado é formado por ex-governadores, ex-presidentes e ex-ministros, oriundos de eleições majoritárias, há uma visão mais ampla da sociedade, sem se segmentar em bancadas temáticas.

Até agora chegou ao Senado apenas a proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, mas projetos como o desmonte do Estatuto do Desarmamento, o Estatuto da Família, as mudanças nas demarcações de terras indígenas e o que cria dificuldades para o aborto em casos de estupro já passaram por comissões na Câmara e poderão chegar em breve, se aprovados.

Álvaro Dias (PSDB-PR), ex-governador do Paraná, acha que o Senado é a casa da maturidade política, responsável pelo equilíbrio, em função de sua composição. O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT), disse que a bancada governista atuará para enterrar as alterações que desfiguram o Estatuto do Desarmamento, que tratam da demarcação de terras indígenas e da redução da maioridade penal.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou que essas matérias foram aprovadas a toque de caixa dentro do “projeto diversionista” de Cunha de tentar arregimentar apoios entre as bancadas temáticas para fugir da cassação de seu mandato. (AG)

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