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Agro Sescoop/RS: Cooperativismo escolar prepara alunos um futuro compartilhado

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Dionisio Meurer, 14, de Teutônia, participa da Cooperativa Escolar de seu colégio (Foto: Dyessica Abadi/Palácio Piratini)

Uma atenta platéia formada por cerca de 250 estudantes de diversas idades, integrantes de mais de 100 escolas do estado, passaram a manhã desta terça-feira (28) trocando experiências, vivências e conhecimentos sobre cooperativas escolares. Projeto educativo do Sescoop/RS (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Rio Grande Do Sul), as Cooperativas Escolares são uma experiência com fins educativos e cujo objetivo é desenvolver atividades sociais e culturais em benefício dos associados. No caso das escolas, a entidade assume uma outra dimensão, onde os alunos aprendem a importância do compartilhar como atitude para tudo que fizerem de agora em diante.

O início do encontro já entusiasmou a gurizada, quando o presidente da Sicred, Marcio Port, contou aos alunos sua trajetória e a importância do cooperativismo em sua vida, destacando como a união de todos em prol do bem comum ou de uma meta é importante para se atingir resultados positivos. Logo após, representantes de escolas do estado com Cooperativa Escolar apresentaram cases e deram seus depoimentos. Os estudantes da Coopercec, de Carlos Barbosa; da Eccuart, de Teutônia; da Gérson Lotário Ludwig, de Teutônia; Cooperativa Escolar de Vale Verde e Fecoopes , de Candelária, deram seus depoimentos. Até uma experiência de Tocantins foi apresentada pela professora Ana Lúcia Correa. Em todos uma característica comum: a união em torno de um projeto tornando o objetivo bem mais acessível e com melhores resultados.

Com décadas em prática, o Projeto Cooperativas Escolares foi implantado nas escolas do Rio Grande do Sul há oito anos. Atualmente 102 escolas já colhem excelentes resultados, com cerca de dois mil alunos associados. O idealizador do projeto, Everaldo Marini, que é pesquisador da área no Rio Grande do Sul e no Brasil, sendo referência nacional no assunto, lembrou que o cooperativismo escolar existe desde a década de 1930, tendo Argentina e Paraguai como exemplos de locais onde já considerado uma realidade. Conforme Marini, no estado a implantação começou através da experiência de Nova Petrópolis – considerada a capital do cooperativismo brasileiro.

“Podemos citar uma extensa lista de benefícios para os estudantes e comunidades sobre os resultados do cooperativismo nas escolas, como a melhora do desempenho escolar, financiamento de viagem de estudos, que de outra forma os estudantes não teriam como fazer, arrecadação de verba para o aparelhamento ou qualquer outra necessidade das escolas; sentimento de agregar, compartilhar é algo que desenvolve em quem participa do cooperativismo – e o que dirá então de pessoas tão jovens, que já estão engajadas em projetos como hoje dá para perceber aqui neste evento, onde a troca de experiências é um fator bastante forte e que fica para o resto da vida”, destacou Marini.

Ao afirmar que o cooperativismo escolar também fomenta o empreendedorismo social e a troca entre as pessoas, Marini, lembrou que no dia 23 de outubro haverá um novo encontro de cooperativismo escolar, reunindo cerca de mil estudantes. “Também não podemos esquecer que o Conselho Estadual de Cooperativismo efetuou um pedido de moção para que as escolas públicas estaduais habilitem Cooperativas Escolares e associem novos alunos como maneira de fomentar ainda mais o projeto que, tantos benefícios traz a todos os envolvidos”, observou.

Um dos cases apresentados durante o evento foi do aluno Dionisio Meurer, 14 anos, de Teutônia. Estudante do 9º ano do ensino fundamental da Escola Dom Pedro I e conselheiro fiscal suplente, ele apontou a importância de participar do projeto, do qual faz parte desde 2016. “É algo diferenciado da escola e que nos proporciona várias experiências”, ressaltou. Para ele, um dos aspectos mais importantes é o trabalho conjunto realizado entre cooperativa e escola, “o que resulta em uma união entre alunos, associados e comunidade”, acrescentou.

Dionisio Meurer, 14, de Teutônia, participa da Cooperativa Escolar de seu colégio – Foto: Dyessica Abadi/Palácio PiratiniNo caso dele, os envolvidos no projeto fabricam sabão caseiro, que é vendido para adquirir materiais necessários. “Para mim, participar do projeto Cooperativa Escolar abriu minha mente para muitas coisas, principalmente com relação ao futuro, o que vou fazer, como posso progredir e ajudar minha comunidade”, finalizou.

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