Terça-feira, 16 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 10 de março de 2016
A sessão da CMO (Comissão Mista de Orçamento) em que seria julgado o parecer pela aprovação com ressalvas das contas de 2014 da presidenta Dilma Rousseff, nessa quarta-feira, foi palco de provocações e bate-boca entre parlamentares governistas e de oposição. A Polícia Legislativa precisou intervir para evitar agressões entre os deputados.
Governistas tentaram correr com a sessão para que fosse possível apreciar o parecer. Eles queriam aproveitar a atual composição do colegiado, que garante maioria de parlamentares aliados, para realizar a votação. A intenção desses deputados e senadores é aprovar o texto e utilizar isso como argumento para enfraquecer o discurso da oposição e os fundamentos do pedido de impeachment da presidenta da República, Dilma Rousseff. No ano passado, o TCU (Tribunal de Contas da União) recomendou a rejeição das contas da mandatária em 2014. No entanto, o parecer do Congresso Nacional é pela aprovação com ressalvas.
O bate-boca durante a sessão se estendeu até depois de o vice-presidente do colegiado, Jaime Martins (PSD-MG), que comandava a reunião, decidir suspendê-la para que fosse retomada ainda pela tarde, às 15h.
Os deputados Izalci (PSDB-DF) e Domingos Sávio (PSDB-MG) chamaram o governo de “quadrilha” e “organização criminosa”. “Parte da quadrilha já está presa”, disse Domingos Sávio. “Queremos que o Brasil fique livre desta quadrilha.” “Não vai ofender ninguém. Não fala mais isso”, afirmou Paulo Pimenta (PT-RS). “Quadrilha é você. Vocês roubaram Minas Gerais 20 anos”, disse Zé Geraldo (PT-PA). O bate-boca voltou quando Izalci concedia entrevista.(AE)
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