Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de março de 2019
Começa neste domingo (03), no Sambódromo do Rio de Janeiro, os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial. As apresentações, divididas em dois dias – 3 e 4 de março – vão contar com sete agremiações por noite.
Das 14 escolas que vão desfilar no domingo e na segunda-feira, as duas últimas colocadas serão rebaixadas e, em 2020, desfilarão na Série A. A campeã da Série A subirá para o Grupo Especial, no próximo carnaval. Confira os enredos das escolas deste domingo na Marquês de Sapucaí.
Império Serrano
A escola abriu a primeira noite de desfiles do grupo com o enredo “O que é, o que é?”. O carnavalesco Paulo Menezes se baseou numa música de Gonzaguinha, e saiu às ruas para saber o que as pessoas acham o que é a vida. Na visão das pessoas, ele descobriu que a vida pode ser saúde, sorte, amor, um presente. Menezes também mostra o que é a vida para a ciência e a religião.
Unidos do Viradouro
Desiludido com a rotina de uma vida sem graça, o neto – já adulto – procura a vovó que contava histórias que despertavam sua curiosidade e interesse. Histórias que saiam de um livro muito antigo, o livro secreto dos encantos, o “ViraViradouro”, que começou a ser compilado pelo mago Merlin. Pois é, à luz dessas histórias fantásticas que o carnavalesco Paulo Barros conta histórias de mistério, magia, bruxaria, princesas, fantasmas, fadas e gnomos. E assim deseja mostrar que o melhor encanto é aquele que pode transformar o mundo real.
Acadêmicos do Grande Rio
Os carnavalescos Renato e Márcia Lage acreditam que o carnaval pode ajudar na busca pela educação do dia a dia, aquela que não deixa lixo na praia, não joga chiclete no chão, que respeita as leis de trânsito. E com o enredo “Quem nunca…? Que atire a primeira pedra”, de maneira irreverente vai apontar os maus hábitos do brasileiro, incluindo aí, a famosa “virada de mesa”. E aposto na experiência dos mais velhos para transmitir sabedoria às crianças.
Acadêmicos do Salgueiro
A escola vai fazer levar a avenida a força e a justiça de “Xangô”. À história do homem que se transformou em um orixá, o carnavalesco Alex de Souza vai fazer um paralelo com a justiça brasileira, destacando que a corrupção acontece por aqui desde o tempo do império. Além de abordar os aspectos religiosos da história do orixá, o Salgueiro também vai fazer uma homenagem a Júlio Machado, que por 37 anos desfilou como destaque da escola como Xangô do Salgueiro.
Beija-Flor de Nilópolis
A escola resolveu contar seus 70 anos de fundação com uma fábula, na qual vai desfilar não só seus campeonatos, mas também alguns de seus carnavais mais marcantes. O enredo “Quem não viu vai ver – as fábulas do Beija-Flor” propõe, através dos seus antigos desfiles, uma reflexão sobre os ensinamentos, as críticas, as biografias e histórias contadas na Sapucaí.
Imperatriz Leopoldinense
Baseado na marchinha de carnaval de Moacyr Franco, o casal de carnavalescos Kaká e Mário Monteiro desenvolveram o enredo homônimo “Me dá um dinheiro aí”. Aproveitando o atual momento de crise financeira, inclusive das escolas de samba do Rio, a escola preparou um desfile bem-humorado para falar da relação do homem com o dinheiro. Vão passar pela Sapucaí desde as lendas como Robin Hood e do Rei Midas até as criptomoedas.
Unidos da Tijuca
A escola vai contar a história do pão: o alimento físico e o alimento espiritual. Com o enredo “Cada macaco no seu galho. Ó, meu Pai, me dê o pão que eu não morro de fome”, a Tijuca vai fazer do alimento mais popular do planeta o fio condutor da trajetória da humanidade, mostrando como o homem foi se relacionamento com a cobiça e o poder. E destaca o papel social de quem pratica a caridade e trabalha para reduzir as desigualdades sociais.
Os comentários estão desativados.