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Brasil As siderúrgicas brasileiras querem medidas protecionistas do governo contra o aço estrangeiro

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Eliminadas as salvaguardas, o aço brasileiro se torna comercialmente mais competitivo. (Foto: EBC)

A crescente entrada de produtos siderúrgicos importados no Brasil e a assinatura, pelo presidente norte-americano Donald Trump, de um memorando que autoriza a investigação comercial sobre importação de aço em seu país poderão pressionar ainda mais o governo brasileiro a colocar em pauta a discussão de medidas protecionistas. Dentre as iniciativas desejadas pelo setor está uma ação antidumping para o aço chinês e russo, há algum tempo em discussão no Ministério do Desenvolvimento.

“Estamos vivendo em um cenário conturbado na siderurgia, com um excesso de capacidade de 770 milhões de toneladas de aço globalmente. Com isso, diversos países se movimentam para defender os seus mercados”, diz o presidente-executivo do IABR (Instituto Aço-Brasil), Marco Polo Lopes. Segundo ele, essa é uma estratégia que está sendo realizada por todos os países e o Brasil deveria ficar atento a esse cenário para proteger o seu mercado interno.

De um lado, Lopes defende que o governo trabalhe no sentido de elevar a competitividade das siderúrgicas na exportação, ampliando para 3%, por exemplo, a alíquota do Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras). De outro, o executivo diz que o governo precisa aprimorar seu sistema de defesa.

Dados da Associação Mundial do Aço apontam o Brasil em nono lugar na produção mundial do metal, com 30,2 milhões de toneladas no ano passado (1,9% do total global). Os Estados Unidos ocupam a quarta colocação e a China está na liderança, com 808 milhões de toneladas, ou seja, quase metade do mercado internacional.

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