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SINAL AMARELO ESTÁ ALERTANDO

O orçamento da União para 2016 prevê déficit de 195 bilhões de reais nas contas da Previdência Social dos servidores públicos federais e dos trabalhadores do setor privado. As duas categorias somam 29 milhões de pessoas. Para comparar, o orçamento do Ministério da Saúde para o próximo ano não passará de 110 bilhões de reais. O rombo é tapado com dinheiro que sai do Tesouro Nacional. Criou-se uma situação vexatória: o sistema que existe há nove décadas não foi capaz de acumular um fundo. Sucessivos governos fizeram saques para obras públicas e jamais devolveram. Deixaram de seguir os exemplos de Estados Unidos, Alemanha, Japão, Inglaterra, entre muitos outros países.

Segundo dados da contabilidade do governo referentes a 2014, o déficit da previdência dos servidores públicos foi de 63 bilhões e 400 milhões de reais para pagar aposentadorias e pensões de 1 milhão de beneficiários. Para o próximo ano, chegará a 70 bilhões. O déficit da previdência dos trabalhadores privados foi de 56 bilhões e 700 milhões; subirá em 2016 a 125 bilhões, para garantir o pagamento a 28 milhões de aposentados e pensionistas. Nessa conta não estão os déficits da previdência dos servidores dos estados e dos municípios, que têm regime próprio de previdência.

A situação se agrava mais com a queda na arrecadação do INSS em razão da crise econômica e do desemprego. Daqui a 30 anos, os brasileiros com mais de 65 anos, que hoje são 7,6 por cento da população, passarão a representar 20 por cento.

O sistema tem distorções estruturais que precisam ser enfrentados, sob risco de os beneficiados sofrerem fortes prejuízos. Se atitudes corajosas não surgirem, os que contribuíram ao longo de décadas se tornarão vítimas de uma grande fraude.

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