Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 22 de maio de 2016
Se confirmado na presidência da Petrobras pelo conselho de administração, Pedro Parente enfrentará um cenário menos turbulento na estatal. Depois de chegar a 27 dólares, no início do ano, a cotação internacional do barril de petróleo voltou ao patamar de 48 dólares. A recuperação, associada à melhora no fluxo de caixa na gestão de Aldemir Bendine, promoveram uma alta de 14% no valor de mercado da companhia desde fevereiro de 2015. As cotações de petróleo atingiram, em janeiro deste ano, o patamar mais baixo em 12 anos.
A variação repercutiu nas ações da estatal, que chegaram a 4 reais, e levou a petroleira a reduzir em 24% o volume de investimentos até 2019. Desde então, as cotações subiram 69% com a revisão dos estoques dos EUA e Canadá, além de impactos na produção da Nigéria.
A escolha de Parente dividiu opiniões. Sindicatos da categoria e a Federação Única dos Petroleiros criticaram a escolha, pois alegam que ele tem um perfil “ultraliberal” e que foi um defensor das privatizações durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. “Estamos vivendo uma tentativa de retrocessos nos direitos do trabalhador e temos a preocupação que a próxima proposta seja ainda pior”, afirmou Tiago Nicolini Lima, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Litoral de São Paulo.
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