Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de novembro de 2015
A greve dos trabalhadores da Petrobras, que fez a produção de petróleo cair no País, ainda não afetou os postos de combustíveis, pelo menos até a manhã dessa quinta-feira. De acordo com associações que representam o setor, há gasolina em todos os pontos de venda.
“Existe estoque [de gasolina] na Petrobras e nas distribuidoras. Só não sabemos o volume nem até quando duraria. O que posso dizer agora é que não está faltando. Mais para frente teremos problemas se a greve continuar, mas, por enquanto, não”, disse o presidente do sindicato dos donos de postos de São Paulo, José Alberto Gouveia. A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes também garantiu não haver qualquer relato de falta de gasolina nos postos do País.
ANP
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) informou que “segue monitorando a situação e, até o momento, não há informações de interrupção no abastecimento”. “A ANP tem como função garantir o abastecimento nacional de combustíveis. No momento, não há risco de desabastecimento. Caso haja, a ANP tomará as medidas cabíveis”, afirmou a agência.
redução
Na terça-feira, a Petrobras estimava que a produção de petróleo no Brasil havia registrado uma redução de 8,5% em relação à produção diária anterior à paralisação. Segundo a estatal, houve queda de 140 mil barris de petróleo, o que corresponde a 6,5% da produção diária anterior à greve.
Já a diminuição estimada para a disponibilização de gás é de 13%. “A Petrobras continua tomando as medidas necessárias para garantir a manutenção de suas atividades, preservando suas instalações e a segurança de seus trabalhadores”, informou, por meio de nota.
Paralisação
A greve foi iniciada no dia 29 de outubro por cinco sindicatos que compõem a Federação Nacional dos Petroleiros. No dia 1, passaram a integrar o movimento também os sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros, incluindo o da Bacia de Campos.
A categoria, que pede reajuste salarial de 18%, rejeitou a proposta da Petrobras, que ofereceu um reajuste de 8,11%. A paralisação também protesta contra o plano de venda de ativos da estatal e busca manter direitos dos trabalhadores, em meio às dificuldades financeiras pelas quais passa a empresa. (AG)
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