Quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 12 de agosto de 2026
A estimativa é de que os investimentos cheguem até R$ 35 bilhões, bem como que sejam garantidos de 60 a 90 mil empregos na implantação e 10 mil permanentes.
Foto: Andreia FantinelO Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS) apresentou, nesta quarta-feira (12), às 9h, o Programa RS+5, iniciativa que propõe ações voltadas à ampliação de geração de energia no estado em 5 gigawatts (5 GW) até 2030. O projeto reúne uma série de propostas e diretrizes do setor de energias renováveis voltadas ao desenvolvimento energético e sustentável.
Resultado de um trabalho conjunto da entidade com diversos outros atores, o material inclui, também, as sugestões colhidas dos então pré-candidatos ao Governo do Estado e ao Senado, que participaram dos eventos realizados nas últimas semanas na sede do Sindicato.
Segundo o Sindienergia-RS, o estado já possui mais de 28 GW em projetos de geração em desenvolvimento, sendo 16 GW em processo de licenciamento, além de aproximadamente 8 GW de margem disponível para conexão ao sistema elétrico.
De acordo com o documento, a ampliação da geração também busca reduzir a dependência do Rio Grande do Sul de energia produzida em outros estados. Atualmente, o estado importa aproximadamente 30% da energia que consome, segundo o Sindienergia-RS, mesmo que, de acordo com a instituição, a matriz gaúcha seja, em sua maioria, renovável. A proposta é aumentar a oferta local e, ao mesmo tempo, preparar a infraestrutura para o crescimento da demanda por eletricidade.
Entre os fatores que devem impulsionar o consumo nos próximos anos estão a eletrificação da mobilidade, a expansão de data centers, produção de hidrogênio verde e a necessidade de descarbonização da indústria.
O RS+5 é estruturado em três eixos: desenvolvimento econômico, autossuficiência energética e atração da indústria. A proposta é integrar a política energética a áreas como indústria, agronegócio, logística e inovação, utilizando a expansão da geração como instrumento para aumentar a competitividade e atrair novos investimentos para o estado.
No primeiro eixo, o sindicato defende, entre outras medidas, o aprimoramento de programas de incentivo como o Fundopem e o Integrar RS, com critérios relacionados ao uso de energia renovável. Também propõe mecanismos de financiamento para reforçar os sistemas de transmissão e distribuição e a criação de um programa para que o governo estadual adquira energia renovável produzida no próprio Rio Grande do Sul.
Já no eixo de autossuficiência energética, a entidade propõe a expansão e modernização das redes de transmissão e distribuição, o incentivo ao armazenamento de energia e a diversificação da matriz, com participação de fontes como eólica, solar, biomassa, hídrica, biogás e biometano. O programa também prevê ações de formação e retenção de profissionais para atender às novas demandas do setor.
O terceiro eixo prevê a criação de condições para atrair indústrias associadas à economia de baixo carbono, como as de fertilizantes e combustíveis verdes, hidrogênio e novos materiais. Entre as propostas estão a criação de um Selo Verde para Data Centers e a elaboração de um Plano de Transição Energética para a Logística do Estado, envolvendo portos, ferrovias, hidrovias e transporte rodoviário.
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