Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de outubro de 2026
Site usa elementos visuais do TSE e apresenta nomes reais para parecer autêntico e persuadir o visitante a pagar.
Foto: ReproduçãoUm site falso que imita o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi descoberto pela empresa de segurança ESET Brasil dois dias antes do primeiro turno das Eleições de 2026, que acontecerá neste domingo (4). O endereço é utilizado para cobrar uma suposta taxa de R$ 47,90 para regularizar o título de eleitor.
No site, são exibidos dados de pessoas reais para dar mais autenticidade, como nome completo e nome da mãe. A fraude aproveita a preocupação dos brasileiros com a situação do próprio título eleitoral para persuadir os visitantes a pagar o valor pendente.
Segundo a ESET Brasil, o endereço usa a terminação “.online”, que não pertence à Justiça Eleitoral. Além disso, todos os CPFs testados apresentam a mesma cobrança, o que também serve de indício de que é um golpe.
A empresa conta que, após informar o CPF, o visitante é direcionado para uma tela com o nome completo e campos mascarados para título de eleitor, zona e seção. Na etapa seguinte, é exibido o nome da mãe. Os dados exibidos correspondem a informações reais, o que torna o site mais convincente.
A origem desses dados, porém, é desconhecida, e não há evidências de que tenham vazado de sistemas da Justiça Eleitoral.
Ao avançar no processo, a vítima é informada de que o título está em situação irregular e de que deve pagar uma dívida de R$ 47,90, dividida em três itens: R$ 26 por ausência eleitoral, R$ 14,90 de encargos legais e administrativos e R$ 7 de taxa de regulação cadastral. Ao clicar em “Quitar débitos”, são apresentados na tela um QR Code, um código Pix Copia e Cola e uma mensagem de espera pela confirmação da transação.
A página simula senso de urgência ao apresentar uma notificação que ameaça o visitante com a suspensão do direito ao voto, a perda de acesso a programas e benefícios do governo e restrições em serviços que exigem situação eleitoral regular.
“A exibição de dados pessoais verdadeiros pode fazer o eleitor acreditar que está em um serviço oficial”, afirmou o pesquisador de segurança da ESET Jonathan Ramos. “Ao combinar essas informações com ameaças de impedimento para votar, os criminosos criam uma sensação de urgência para induzir o pagamento sem que a vítima confira o endereço da página ou o destinatário do Pix”, continuou.
No app bancário, o recebedor da transferência é uma empresa com sede em Curitiba, não o Tesouro Nacional – outro indício de que é uma fraude. A ESET não confirmou o destino final dos valores nem se a empresa exibida tem relação com a fraude ou atua apenas como intermediária de pagamentos.
(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)
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