Sábado, 20 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de março de 2021
A China anunciou que irá simplificar o processo de pedido de vistos para viajantes de alguns países que tiverem recebido uma vacina contra a covid-19 fabricada no país. O passo, o mais recente em direção à reabertura das fronteiras, incluirá cidadãos de países como os Estados Unidos, a Índia e o Paquistão. O Brasil, onde a CoronaVac, do laboratório Sinopharm, é utilizada, ainda não foi incluído.
Os passageiros vacinados que chegarem à China de avião ainda precisarão mostrar testes negativos para a doença, sorologias que comprovem ou não a presença de anticorpos e deverão respeitar a quarentena, disse o porta-voz do governo, Zhao Lijian, segundo uma transcrição oficial.
Os viajantes, disse ele, deverão “respeitar as regras relevantes chinesas no que diz respeito à quarentena e sua observação ao chegar na China”. Segundo o porta-voz, Pequim está disposta a adotar uma política de reconhecimento mútuo com outros países no que diz respeito ao trânsito de pessoas já vacinadas.
Para parentes de cidadãos chineses ou residentes permanentes que precisam ir ao país por motivos humanitários, as regras para a obtenção de visto serão as mesmas de antes da pandemia desde que o candidato esteja vacinado. O mesmo valerá para quem viaja a negócios, que ficará isento da obrigatoriedade de apresentar convites de departamentos provinciais de relações exteriores, de comércio ou de firmas estatais, como ocorria desde o ano passado.
Em um comunicado, a Embaixada da China nos Estados Unidos afirmou que começará a tramitar os pedidos dos “solicitantes de visto inoculados com vacinas chinesas contra a Covid-19”. A vacinação nos EUA não inclui, por enquanto, vacinas da China.
Representações diplomáticas chinesas em outros países, como Índia, Paquistão, Filipinas, Itália e Sri Lanka, publicaram declarações similares. A embaixada chinesa em Brasília ainda não noticiou a simplificação do processo para viajantes brasileiros. Questionada, a missão diplomática informou apenas que o “serviço consular está suspenso temporariamente”, incluindo a emissão de vistos, e que espera que “em breve a emissão dos vistos volte ao normal”.
O gigante asiático se fechou para a maioria dos estrangeiros desde março passado, no início da pandemia, para conter a propagação do coronavírus. O contágio foi, em grande medida, controlado no país ainda no primeiro semestre do ano passado, e os números continuam baixos desde então.
Para reduzir as chances dos casos importados causarem uma ressurgência nas infecções locais, a China limita a entrada no país para apenas alguns propósitos, como negócios, e sempre com quarentena obrigatória.
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