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Mundo Sobe para 63 o número de mortos pela tempestade Ida os Estados Unidos

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Danos materiais também são extensos nos oito Estados atingidos. (Foto: Reprodução)

Boletim divulgado neste sábado (4) pelas autoridades do Estados Unidos ampliaram para 63 o número de mortes causadas pela passagem da tempestade Ida por oito Estados norte-americanos. Os danos materiais também continuam sendo contabilizados.

O presidente Joe Biden informou ter enviado US$ 100 milhões (mais de R$ 500 milhões, no câmbio atual) em ajuda para o Estado da Louisiana. Quem foi atingido pelo furacão Ida vai receber uma ajuda pessoal de US$ 500, diretamente na conta bancária.

Passados seis dias desde a devastação em várias cidades, 800 mil residências e negócios ainda estão sem energia elétrica. Moradores fazem fila para comprar comida, água e gasolina. Uma senhora desabafou a um repórter: “Já não quero e talvez nem consiga mais chorar. Estou cansada.”

O líder democrata repetiu o que vem dizendo há dias: o cataclismo precisa ser entendido também como um alerta para o fato de que precisamos nos preparar para os próximos furacões, porque eles virão com mais frequência e mais ferozes. O Ida e os temporais provocados por ele causaram destruição em oito Estados.

Prejuízos materiais

Em Nova York, o distrito do Queens foi uma das áreas mais atingidas pela inundação provocada pela tempestade. Várias pessoas morreram afogadas dentro de casa, em moradias no subsolo, que são comuns em toda a cidade, mas muitas são ilegais. A água subiu tão rapidamente que não deu tempo de sair, e quem conseguiu escapar perdeu tudo que tinha.

Foi o que aconteceu com a família de Liane. “O que importa é que estamos vivos”, diz. Ela estava em casa com uma criança de nove anos e um bebê de dez meses quando a água começou a entrar. “Foi muito rápido. Muita gente gritava pedindo ajuda. A água chegou na altura do pescoço”, conta.

Na cozinha, a água entrou com tanta força que abriu os armários, jogou tudo no chão, em cima da pia, tudo ficou revirado e na parede é possível ver a marca da água. A família só sobreviveu porque conseguiu escapar para o primeiro andar do prédio.

“Compramos tudo com muito sacrifício e perdemos tudo em um segundo”, afirma. O que sobrou, ela tenta recuperar secando do lado de fora.

As gêmeas de Kelly conseguiram salvar poucos bonecos. Quase tudo que estava no quarto de brinquedos, no porão, foi parar no lixo: “A TV, o sofá, a geladeira, ficou tudo boiando. Foi muito assustador. Pelo menos estamos com saúde. Do outro lado da rua, um casal e uma criança de dois anos morreram. Foi muito triste”, diz uma delas.

 

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