Quinta-feira, 15 de maio de 2025
Por Redação O Sul | 6 de junho de 2024
A SpaceX, empresa de foguetes do bilionário Elon Musk, lançou nessa quinta-feira (6) o foguete Starship – maior e mais poderoso foguete já construído – pela quarta vez, a partir da base de testes da empresa Boca Chica, Texas, Estados Unidos. O conjunto – composto pelo nave Starship e o booster Super Heavy – decolou às 9h20min (horário de Brasília-DF). A empresa conseguiu fazer um pouso suave do booster intacto pela primeira vez, no Golfo do México, assim como a nave, que pousou no Oceno Índico.
Diferentemente do terceiro voo, a nave conseguiu se manter estável durante todo o trajeto no Espaço. A Starship conseguiu superar as temperaturas de mais de 2.600 graus Celsius na reentrada, apesar de diversos danos em uma das superfícies aerodinâmicas que ajudam a controlar a posição da nave. Já nos momentos finais antes do pouso, “caindo de barriga”, a Starship reativou três motores e concluiu o pouso no Oceano Índico pela primeira vez. O feito marca uma nova etapa no processo de desenvolvimento do maior e mais poderoso foguete já construído.
“Apesar da perda de muitos azulejos (do escudo de calor) e de um flap danificado, a Starship conseguiu pousar suavemente no oceano! Parabéns à equipe da SpaceX por essa conquista épica!!”, disse o CEO da empresa, Elon Musk.
O terceiro voo do foguete, em março, foi considerado pela empresa o mais bem sucedido até então. A nave completou sem erros a primeira etapa do voo, e chegou ao Espaço para executar uma série de testes em trajetória sub-orbital. Caso o foguete fosse descartável — como todos os modelos produzidos por outros países, agências espaciais e empresas — o sucesso seria completo.
Mas, como o diferencial do Starship é que a nave está sendo projetada do princípio para ser 100% reutilizável, a missão não estava completa. Na etapa de reentrada, a empresa perdeu contato com as duas partes do conjunto.
Segundo a companhia, o objetivo dos testes práticos é obter o máximo de informações para construir um sistema de transporte criado para transportar pessoas e cargas para a órbita terrestre, a Lua e Marte. “O quarto voo da Starship terá como objetivo nos aproximar do futuro rapidamente reutilizável no horizonte. Para conseguir isso, várias atualizações de software e hardware foram feitas para aumentar a confiabilidade geral e abordar as lições aprendidas com o terceiro voo”, disse a SpaceX.
Plano de voo
O cronograma e perfil de voo divulgados pela empresa para o quarto teste tem como objetivo superar com sucesso a reentrada na atmosfera da Terra. Se tudo ocorrer como planejado, o booster vai se separar da nave e fazer um pouso suave em uma “torre virtual” no golfo do México. Já a capsula deverá alcançar a órbita terrestre e pousar suavemente no Oceano Índico após cerca de uma hora.
– 1min02: foguete atinge o “Max Q”, como é conhecido o pico de estresse mecânico sobre o corpo do veículo;
– 2min45: os dois estágios (foguete e cápsula) se separam e, o foguete aciona 13 dos 33 motores para iniciar o retorno para o pouso suave na água, no Golfo do México; No mesmo instante, seis motores da Starship são ligados para que a nave chegue ao Espaço
– 8min23: motor da Starship é desligado e nave segue na órbita terrestre;
– 47min25: Ao se aproximar do Oceano Índico, a nave deixa a órbita terrestre e começa a – voltar para a atmosfera;
– 1h05min48: Starship encerra voo com pouso na água, no Oceano Índico.
Starship
A nave é a aposta da SpaceX, com um veículo totalmente reutilizável, enorme capacidade de carga e que deverá pousar astronautas na Lua, através do programa Artemis, da Nasa, e futuramente em Marte. O contrato com a agência espacial americana prevê uma versão do veículo capaz de alunissar ainda em meados desta década.
O foguete mais potente já construído tem 120 metros de altura, e produz uma força de empuxo de 74,3 mega newtons, mais que o dobro dos foguetes Saturno V utilizados para enviar os astronautas da missão Apollo à Lua. As informações são do jornal O Globo.