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Brasil Subiu para sete o número de mortos em consequência do temporal no Rio

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Na Avenida Niemeyer, encosta deslizou e atingiu um ônibus, no mês de fevereiro. (Foto: Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil)

Morreu, na noite de sexta-feira (8), no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Áureo Ribeiro da Paz, 64 anos, vítima de um deslizamento de terra sobre a casa da família, em Barra de Guaratiba, zona oeste do Rio, em consequência do temporal da última quarta-feira (6) no Rio de Janeiro. Com a morte de Áureo, subiu para sete o número de óbitos em consequência do temporal.

A mulher e um dos filhos de Áureo morreram soterrados na casa da família. Isabel Martins da Paz, e o filho Mauro Martins da Paz foram enterrados na quinta-feira (7), no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, zona oeste do Rio.

O outro filho do casal, Arthur Martins da Paz, permanece internado no mesmo hospital onde estava o pai. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o quadro de saúde dele é considerado estável.

Na Restinga da Marambaia, que fica perto de Barra de Guaratiba, a ventania no dia da chuva chegou a atingir 116 quilômetros por hora (km/h). De acordo com meteorologistas, a partir de 118 km/h já é possível considerar que se trata de um tornado.

Governador do Rio criticou prefeituras por ocupação desordenada em encostas

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, criticou a falta de fiscalização dos municípios fluminenses em relação à ocupação irregular de terrenos. Witzel classificou a situação de abandono e afirmou que o problema se arrasta há décadas.

“O que pude constatar de Guaratiba até o início da [Avenida] Niemeyer é que toda a encosta tem uma ocupação desordenada. Isso é fruto de abandono da organização urbanística da cidade”, disse Witzel. “O resultado, infelizmente, são essas tragédias a que estamos assistindo.”

Segundo o governador, a Defesa Civil estadual contabiliza 80 mil famílias vivendo em áreas de risco no Rio de Janeiro. “É preciso que os prefeitos façam o seu dever de casa. Eles têm que fiscalizar, notificar, retirar essas pessoas e planejar novas áreas de expansão imobiliária.”

O governador antecipou que esse planejamento será tratado na Câmara Metropolitana do Rio de Janeiro, fórum que vai reunir prefeitos de 22 municípios e representantes do governo do estado. Ainda neste mês, começarão a ser divulgadas as datas das reuniões.

Witzel disse ainda que será apresentado em breve o projeto do programa Comunidade Cidade para as favelas do Vidigal e da Rocinha, áreas duramente atingidas pelo temporal.

“A Cedae [Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro] vai alocar R$ 500 milhões em recursos para que possamos abrir ruas com saneamento básico naquela região, fazer a remoção das áreas mais críticas e contar com a colaboração da própria comunidade para construir essas edificações ao longo da Rocinha”, informou o governador.

O secretário de Defesa Civil do Estado, Roberto Robadey, pediu que a população fique atenta aos alertas emitidos pelo órgão. A partir desse cadastro, eles serão alertados sobre situações de risco nos arredores.

“Enquanto não conseguimos remover todas essas famílias [em áreas de risco], o que não vai acontecer da noite para o dia, é preciso que elas acompanhem os alertas de Defesa Civil e busquem um lugar seguro que as prefeituras oferecem, ou mesmo a casa de parentes ou amigos, até que a situação de risco passe”, acrescentou o secretário.

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