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Notícias Sucesso da negociação que terminou com a prisão de Lula gerou alívio na Polícia Federal

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A Polícia Militar reforçou a segurança do perímetro da Superintendência da PF em Curitiba, após a prisão do ex-presidente Lula. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A avaliação interna na PF (Polícia Federal) é a de que, apesar do atraso, foi um sucesso a operação de negociação que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a se entregar às autoridades para cumprir a pena imposta a ele pela Justiça Federal, em Curitiba, no Paraná. O sentimento agora é de alívio.

Conforme informações do blog do Matheus Leitão, no portal G1, o maior temor entre os policiais envolvidos na operação era o de um confronto no Sindicado dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, no sábado.

No meio da tarde, temeu-se o pior – o de que a situação terminasse com pessoas feridas –, já que o ex-presidente acabou impedido de deixar o local por seus simpatizantes, enquanto, ao mesmo tempo, a PF ainda precisava cumprir o mandado de prisão expedido pelo juiz federal Sérgio Moro.

Tensão

O momento mais tenso foi quando os policiais se aproximaram do sindicato para levá-lo, por volta das 16h30min, mas Lula não conseguia sair para cumprir o que foi negociado exaustivamente. Dezenas de militantes bloqueavam a saída do veículo em que o ex-presidente pretendia deixar o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Os apoiadores ao PT chegaram a quebrar o portão e permaneceram em frente ao local com o objetivo de impedir que Lula se entregasse em cumprimento à ordem de prisão decretada na quinta-feira. Após vários minutos de bloqueio, Lula saiu do veículo de seus advogados, rodeado por manifestantes que gritavam “Não se renda!” e voltou à sede sindical.

Antes dessa tentativa, os militantes já haviam feito cordões humanos para fechar o portão da garagem da sede. Eles também gritaram diversas vezes “cercar, cercar e não deixar prender”. Seguranças chegaram a negociar com a militância uma forma para liberação da saída do ex-presidente. Eles conseguiram retirar os arames e as correntes, que foram colocadas no portão, mas o povo segue irredutível e disposto a sentar no chão.

A senadora Gleisi Hoffmann subiu ao carro de som para falar com os militantes e disse que a Polícia Federal havia dado meia hora para a situação ser resolvida, explicando que se o ex-presidente não se entregasse, isso poderia levar à prisão preventiva.

Lula saiu a pé do sindicato, às 18h42min, e caminhou até um prédio próximo, onde equipes da PF o aguardavam.

Confusão no domingo

A PM (Polícia Militar) de Curitiba isolou no domingo a área da Superintendência da Polícia Federal, onde o ex-presidente Lula passou a primeira noite de prisão.

Na noite de sábado, oito pessoas ficaram feridas em manifestações ocorridas com a chegada do ex-presidente à capital paranaense. Três dos oito feridos são crianças, um é policial militar e os demais são manifestantes favoráveis ao ex-presidente.

Segundo o comando da PM, todos sofreram ferimentos leves e foram atendidos no local, mas três tiveram de ser encaminhados ao Hospital Evangélico.

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