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Notícias Suíça confirma investigação contra o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil e envia dados de conta secreta

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Na sexta-feira, Cunha afirmou que, nesta semana, a questão do veto ao financiamento privado de campanhas "está fora do contexto", já que só valeria se fosse derrubado até 2 de outubro (Andre Coelho/AG)

Autoridades da Suíça enviaram para o Brasil dados de contas secretas que segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República) são do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e de seus familiares. O volume de recursos – que está sendo mantido em sigilo – foi bloqueado pelas autoridades suíças.

O peemedebista é alvo de um inquérito aberto pelo Ministério Público suíço, em abril, por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

Nessa quarta-feira, a PGR confirmou que a Suíça remeteu dados da investigação criminal sobre Cunha para o Brasil e que os investigadores reportaram a existência de contas em nome do presidente da Câmara e de familiares. Segundo a PGR, a transferência da investigação criminal se deu através da autoridade central dos dois países. Os autos serão recebidos pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça e encaminhados à PGR.
Por ser brasileiro nato, Cunha não poderá ser extraditado para a Suíça. A transferência de processo é um instrumento de cooperação internacional para dar a continuidade a investigações e processos. Neste caso, as autoridades suíças renunciam à jurisdição para investigar Cunha, transferindo-a ao Brasil.

O fio da meada que levou a contas atribuídas a Cunha na Suíça surgiu com o rastreamento de recursos que passaram por contas de João Augusto Henriques. Ligado ao PMDB e preso na Operação Lava-Jato em 21 de setembro, ele admitiu que fez depósito em uma conta no exterior que tinha Cunha como beneficiário.

Pela versão de Henriques, ele não sabia que a conta pertencia ao deputado do PMDB. Disse que só soube que Cunha era o controlador da conta, mais tarde, por autoridades suíças. O pagamento, segundo o lobista, era devido a uma comissão para o economista Felipe Diniz, filho do deputado federal Fernando Diniz (PMDB- MG), morto em 2009. (Folhapress)

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