Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de abril de 2016
O escândalo de corrupção da Petrobras levou o MP (Ministério Público) da Suíça a pedir cooperação judiciária internacional ao Panamá, que está no centro de revelações sobre operações globais de evasão fiscal, além de Liechtenstein e Holanda.
A Suíça se apoia no “caráter internacional” do pagamento de propinas na petroleira brasileira, via bancos suíços, para pedir dados de outros centros financeiros conhecidos pela facilidade com que abrem empresas de fachada usadas para esconder dinheiro do fisco.
O país pediu ajuda, também, do Ministério Público do Brasil para desvendar o maior escândalo de corrupção que até agora afetou a praça financeira suíça e seu dispositivo de defesa antilavagem de dinheiro. O MP helvético ressalvou que o pedido ao Panamá não tem ligação com as recentes revelações do “Panama Papers”.
Investigações mostram que o escritório de advogados Mossack Fonseca criou offshores para 57 indivíduos relacionados ao esquema de corrupção na Petrobras. Conforme o que já foi publicado, os documentos apontam a existência de no mínimo 107 empresas offshore ligadas a personagens da Operação Lava-Jato. Essas companhias até agora não teriam mencionadas pelos investigadores brasileiros que cuidam da investigação. (Valor Econômico)
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