Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020

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Brasil Suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens

Entre os anos de 2010 a 2016, a região das Américas foi a única a apresentar crescimento da taxa global de suicídios. (Foto: Pixabay)

O dia 10 de setembro é marcado pelo Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio. Um relatório divulgado nesta segunda-feira (9) aponta que o suicídio é a segunda causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos no mundo, atrás apenas de acidentes no trânsito. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que alertou os países sobre a gravidade da depressão e sobre a necessidade dos governantes mundiais estabelecerem estratégias nacionais, instituindo medidas preventivas e orientações claras para auxiliar a população a lidar com o tema.

Ainda segundo o relatório, dos 183 países integrantes da OMS, apenas 38 pesquisados pelo órgão, incluindo o Brasil, contam com uma estratégia nacional de prevenção ao suicídio. De acordo com a organização, a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no mundo. Entre os anos de 2010 a 2016, a região das Américas foi a única a apresentar crescimento da taxa global de suicídios: a alta foi de 6%, em contraponto à taxa global, que caiu 9,8%.

Outro dado importante que o relatório traz é o fato que de quase três vezes mais homens do que mulheres se suicidam em países ricos, em contraste com países de baixa e média renda, onde as taxas são menos díspares. Há diferenças quando se observa a renda dos países: nos de média renda, o índice foi de 9 por 100 mil; nos de baixa, de 10,8 por 100 mil; e nos de alta renda, 11,5 por 100 mil.

Principais sintomas da depressão

  • Irritabilidade, ansiedade e angústia
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero e desamparo
  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa auto-estima
  • Sensação, inutilidade, ruína e fracasso
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento
  • Diminuição do desempenho sexual
  • Perda ou aumento do apetite e do peso
  • Insônia ou despertar matinal precoce
  • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos

De acordo com o Centro de Valorização da Vida (CVV) a primeira medida preventiva é a educação. É preciso perder o medo de se falar sobre depressão e suicídio. O caminho é quebrar tabus e compartilhar informações. Esclarecer, conscientizar, estimular o diálogo e abrir espaço para campanhas contribuem para tirar o assunto da invisibilidade e, assim, mudar essa realidade. É preciso ficar atento a sinais de isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse em atividades que gostava, alterações no sono e no apetite, apatia e piora no desempenho na escola, faculdade ou trabalho.

É fundamental entender que a depressão é uma doença, e, assim como tantas outras, também precisa de tratamento. É preciso acompanhamento médico sistemático e psicoterápico. Em situações mais graves a indicação é o uso de antidepressivos. Há casos de depressão que exigem a associação de outras classes de medicamentos – os ansiolíticos e os antipsicóticos, por exemplo – para obter o efeito necessário.

Setembro Amarelo

Este mês, o CVV realiza a campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio. O centro reúne 3 mil voluntários, que atendem gratuitamente por telefone, chat ou pessoalmente. Quem precisa de ajuda pode ligar para o 188 a qualquer hora. Acesse o site https:/www.setembroamarelo.org.br/.

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