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Economia Superávit comercial do Brasil salta 37,5% com recorde de exportações em abril; importações sobem 6,2%

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Até agora este ano, País acumula superávit de US$ 24,8 bilhões, acima de 2025. (Foto: Freepik)

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 10,5 bilhões (R$ 51,7 bi) em abril, 37,5% acima do observado no mesmo mês de 2025 diante de uma aceleração mais intensa das exportações do que das importações, segundo dados divulgados nessa quinta-feira (7) pelo governo federal.

O desempenho do mês é fruto de US$ 34,2 bilhões (R$ 168,4 bi) em exportações, uma alta de 14,3% na comparação com abril do ano passado e o maior nível já observado em qualquer mês da série histórica, e US$ 23,6 bilhões em importações, elevação de 6,2%, mostraram dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O resultado foi ligeiramente pior do que o esperado pelo mercado, que previa em pesquisa da Reuters um saldo positivo de US$ 10,9 bilhões (R$ 53,6 bi).

Nas exportações, houve alta dos embarques de todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, que teve aumento de 17,9% puxado por alta na venda de minérios de cobre e de ferro. O valor exportado de petróleo aumentou 10,6% no mês, com um crescimento de 23,7% nos preços mais do que compensando um recuo de 10,6% no volume vendido.

Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, a redução do volume exportado de petróleo no mês passado tem relação com um pico de vendas observado em abril de 2025, que alterou a base de comparação, embora o fluxo de vendas siga em trajetória de alta neste ano.

Segundo ele, não é possível observar nos dados efeitos da taxação das exportações de petróleo implementada pelo governo para proteger o mercado interno diante da crise global do produto após a guerra no Irã.

“Por mais que tenha encarecido a exportação com o imposto de exportação de petróleo bruto, o Brasil é muito competitivo, produz a um custo muito barato. E a demanda externa é grande e crescente, ainda mais com um cenário de restrição da oferta mundial”, afirmou.

No mês, ainda foram registrados ganhos de 16,1% na agropecuária, com maiores vendas de soja, e de 11,6% na indústria de transformação, com vendas maiores de carnes e combustíveis.

No recorte por regiões, mesmo com a derrubada das tarifas adicionais de importação impostas pelo presidente Donald Trump, a participação do país nas exportações brasileiras seguiu em baixa, caindo de 11,8% em abril de 2025 para 9,1% no mês passado. No sentido oposto, a China ampliou sua fatia de 29,3% para 34%.

Do lado das importações, houve alta de 30,4% na chegada de bens de consumo ao país, crescimento de 19,7% em combustíveis e de 3,6% em bens de capital. Houve recuo de 1,2% nas compras de bens intermediários.

No primeiro quadrimestre, o país acumulou um superávit comercial de US$ 24,8 bilhões (R$ 122 bi), acima do saldo positivo de US$ 17,3 bilhões (R$ 85,2 bi) dos quatro primeiros meses de 2025. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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