Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de junho de 2023
Morta no início desta semana em Blumenau (SC), a estudante de Biomedicina Dâmilly Beatriz da Graça, de 18 anos, contraiu a superbactéria Staphylococcus aureus após uma acne no rosto, segundo disse sua mãe, nas redes sociais. O microrganismo pode provocar quadros de pneumonia e infecções cardiácas.
A transmissão da bactéria ocorre por meio do simples contato, e ela normalmente está presente na pele sem causar grandes problemas. A Staphylococcus aureus, no entanto, pode se tornar um problema quando há um ferimento, permitindo a entrada no organismo e a infecção em outros órgãos.
Os quadros mais comuns causados pela doença são de infecções cutâneas. Ao se espalhar pela corrente sanguínea, a bactéria pode chegar aos ossos, pulmão ou coração.
Algumas cepas da doença desenvolveram resistência a antibióticos, motivo pelo qual o microrganismo é referido como uma superbactéria, o que pode dificultar o tratamento em alguns casos.
No caso de Dâmilly, de acordo com a nota divulgada por sua mãe nas redes, a bactéria causou “uma infecção generalizada e ocasionou falência múltipla dos órgãos”. O ponto de entrada para o microrganismo entrar no corpo foi uma acne.
“A família tem total confiança e agradece muito a equipe do hospital. Os profissionais não mediram esforços na tentativa de reversão do quadro. Com muita agilidade desde a chegada ao hospital no domingo rapidamente direcionando para a UTI, até o momento do seu óbito, na segunda 12/06/2023”, diz ainda a nota.
A bactéria costuma ser encontrada na pele e pode se agravar quando ocorre algum tipo de ferimento, segundo a infectologista Sabrina Sabino. “Ela entra em nossa circulação e faz com que a gente desenvolva uma síndrome chamada sepse, que faz diversas alterações inflamatórias no nosso corpo podendo ser extremamente grave”, disse.
Além disso, a especialista explica que a bactéria é potencialmente grave, mas que a grande maioria da população possui ela no corpo sem sofrer qualquer reação.
“A gente tem que alertar a população que a grande maioria da população possui ela em nosso corpo, mas ela não vai fazer absolutamente nada se você tiver um bom mecanismo imunológico ou uma boa barreira da pele”, afirmou. As informações são do jornal O Globo e do portal de notícias G1.
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