Domingo, 20 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de setembro de 2026
Corte analisa nesta terça-feira (15) relatório da Polícia Federal sobre mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes
Foto: DivulgaçãoOs ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) estão reunidos em sessão plenária extraordinária nesta terça-feira (15),desde as 10h30min, para julgar o pedido do ministro André Mendonça de abrir uma investigação a respeito das relações de seu colega na Corte, Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Durante a sessão, os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli decidiram não votar. Gilmar Mendes e Flávio Dino pediram apartes para questionar o julgamento e a relatoria de Edson Fachin, que defendeu a postura da Corte.
Na sequência, o início do julgamento foi marcado por embates sobre vazamentos, atuação da Polícia Federal e um suposto “viés político eleitoral” do processo.
O julgamento foi retomado às 15h36min, quando os ministros devem analisar questões deliberadas durante a manhã, incluindo a possibilidade de suspensão dos trabalhos e a junção de todos os julgamentos relativos ao Banco Master para o próximo dia 23.
Durante as primeiras horas da sessão plenária, os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino questionaram atos praticados por Fachin para tomar para si as relatorias dos processos envolvendo as acusações contra Alexandre de Moraes e contra o também ministro André Mendonça.
Em resposta, Fachin disse não haver decisão alguma de sua parte avocando os autos. “Os autos foram encaminhados pelo ministro relator à presidência”, detalhou. “Porque o juiz natural para julgar essa matéria é o plenário”, completou, citando que, em momento algum, destituiu o relator.
Impedido e suspeito
Também pela manhã, os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, declararam-se impedido e suspeito, respectivamente, para participar do julgamento sobre a possível abertura de uma investigação inédita contra um de seus membros, o ministro Alexandre de Moraes.
Entenda
O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário.
A PGR sugere que isso pode representa direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes.
O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparente ter uma relação de proximidade com o ministro.
Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente.
Em defesa apresentada na madrugada desta terça-feira, o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal.
Reação
Em reação ao relatório da PF, Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos.
O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”.
Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.
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“Mendonça não pode ser representante de sua religião no Supremo” convicções religiosas de ministros não podem interferir no exercício de suas funções constitucionais…
O que ainda não vi foi o debate sério sobre o mérito da questão. Clara e indubitavelmente, Gilmar Mendes e Flávio Dino se tornaram advogados de defesa de Moraes numa tentativa de refutar fatos simplesmente incontestáveis. Uma verdadeira vergonha sem precedentes.
Nunca vi tanta bobagem num órgão tão importante. Mas já se sabe que haverá blindagem a Moraes e certa crucificação de Mendonça. A podridão tomou conta dos três poderes. Sistema estrategicamente montado pela esquerda por décadas. Confiscaram judiciário, executivo e calaram congresso. Só falta presidente atual ser reeleito. Foi assim que a Argentina foi para um buraco sem fim. E o povo mediocre que cria este sistema, depois é o primeiro a ser massacrado.
Nunes Marques borrou as calças e pediu pra sair covardemente, essa é a hora que se distingui os homens dos guris.