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Política Supremo vai julgar ação do governo que questiona o regimento interno da Corte

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AGU apresentou ação, a pedido de Bolsonaro, logo após o presidente ser incluído no inquérito das fake news

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Dados foram a público depois que o presidente Jair Bolsonaro e o deputado Filipe Barros fizeram live comentando o assunto. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O STF (Supremo Tribunal Federal) julga, a partir de sexta-feira (22), uma ação que questiona um dispositivo do regimento interno da Corte que prevê a abertura de inquéritos de ofício sem a provocação do MPF (Ministério Público Federal).

A AGU (Advocacia-Geral da União), em nome do presidente Jair Bolsonaro, apresentou esta ação ao Supremo questionando a regularidade do artigo 43, que abre esta premissa.

O presidente argumenta que a abertura de um inquérito de ofício pelo Supremo Tribunal Federal viola direitos e dificulta a atuação do Ministério Público Federal.

A AGU apresentou a ação ao STF logo após Bolsonaro ser incluído no inquérito das fake news a pedido do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O presidente teria dito em uma live, dias antes, que apresentaria provas de que havia fraudes nas urnas eletrônicas.

O inquérito das fake news foi aberto em 2019 pelo então presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, para apurar a disseminação de notícias falsas e ataques à ministros da Corte. Toffoli escolheu como relator o ministro Alexandre de Moraes.

Moraes acatou o pedido do TSE e o presidente passou a ser investigado por disseminar notícias falsas com relação às urnas eletrônicas e à lisura do sistema eleitoral brasileiro.

Em 2020, por dez votos a um, o STF determinou que o inquérito das fake news não viola a constituição, portanto é legal, e que o Ministério Público Federal deve participar deste processo.

O julgamento desta semana vai acontecer no plenário virtual do Supremo, sem debate ou discussão. A votação será feita no sistema eletrônico e caberá aos ministros apenas colocar seus votos enquanto outros poderão acompanhar o relator do caso, ministro Edson Fachin.

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3 Comentários
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Juliano Soares
18 de outubro de 2021 11:42

Bandido proteje bandido, STF já têm decisão absurda, eles abrem inquerito, provam e julgam, só no pais “Democratico” acontece isso.

Cezar Roldão Schuaste
18 de outubro de 2021 12:34

Eu mesmo julgando se estou errado naquilo que me convem , é muuuuito interressane , hahhaha

Celso Casarin
19 de outubro de 2021 09:17

A suprema corte. hahahahahahahahahaha.

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