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Mundo Surge versão barata de pílula contra o coronavírus para países mais pobres

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Molnupiravir é indicado a adultos maiores de 18 anos que tenham testado positivo para a covid.(Foto: MSD/Reprodução)

Quase 30 fabricantes de medicamentos na Ásia, África e Oriente Médio vão fabricar versões mais baratas da pílula contra a covid da MSD, após um acordo histórico apoiado pela ONU para oferecer aos países mais pobres acesso mais amplo a um remédio visto como uma arma para combater a pandemia.

O sinal verde da MSD para a produção de sua pílula antiviral molnupiravir por outras empresas durante a pandemia é um raro exemplo dentro do setor farmacêutico, que normalmente protege tratamentos patenteados por períodos mais longos.

Entretanto, há questões sobre o molnupiravir, que mostrou baixa eficiência em estudos e levantou preocupações sobre efeitos colaterais, e processos longos para aprovação podem atrasar o fornecimento do medicamento por meses em países mais pobres.

Com o acordo, negociado pelo Grupo de Patentes de Remédios (MPP) apoiado pela ONU com a MSD, a empresa norte-americana não irá receber royalties pela venda da versão de baixo custo da pílula enquanto a pandemia continuar.

O MPP disse que o acordo estipula que a pílula será distribuída para 105 países em desenvolvimento.

O tratamento de molnupiravir com 40 pílulas em cinco dias deve custar cerca de 20 dólares em países mais pobres, afirmou uma autoridade do MPP envolvida nas negociações com as farmacêuticas, citando estimativas iniciais das farmacêuticas, que estão sujeitas a alterações.

Isso está muito abaixo dos 700 dólares por tratamento que os Estados Unidos concordaram em pagar por uma entrega inicial de 1,7 milhão de tratamentos, mas duas vezes mais alto que o estimado pelo programa apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para adquirir medicamentos e vacinas para covid para o mundo.

Antivirais genéricos

A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, informou que há dois remédios sendo produzidos por laboratórios para o tratamento da covid. Um da farmacêutica Merck, chamado Molnupiravir, e outro da Pfizer, o Paxlovid.

Foram assinados acordos com essas empresas para a produção em versões genéricas por outras companhias. Segundo Swaminathan, isso pode contribuir para agilizar a disseminação dessas alternativas terapêuticas.

“Eles [os medicamentos] estão sendo fabricados por companhias de produtos genéricos, então esperamos que possam ter a distribuição ampliada. As recomendações da OMS deverão vir na próxima semana sobre como usar esses medicamentos”, declarou, em uma entrevista coletiva na sexta-feira (21) transmitida pelo canal oficial da OMS.

A cientista-chefe acrescentou que os antivirais atuam na fase inicial da infecção, quando os sintomas ainda estão leves. Os remédios conseguem dificultar a evolução para quadros graves e para a hospitalização. “Mas é preciso diagnosticar as pessoas entre três e cinco dias”, pontuou a representante da OMS.

Durante a entrevista, ela e a diretora do Departamento de Imunização da OMS, Kate O´Brien, ressaltaram a importância da vacinação para conter a disseminação do novo coronavírus, especialmente no cenário de crescimento dos casos com a variante Ômicron.

As duas representantes da OMS também criticaram a produção e difusão de conteúdos falsos sobre a covid, o que dificulta a compreensão das medidas preventivas, tanto a vacinação como as chamadas não farmacológicas, como uso de máscara e distanciamento social.

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