Sábado, 20 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de junho de 2016
O suspeito de matar a deputada britânica Jo Cox, Thomas Mair, compareceu neste sábado (18) a um tribunal de Londres, onde gritou: “Morte aos traidores, liberdade para o Reino Unido”. O acusado, de 52 anos, deu essa declaração perante a Corte de Magistrados de Westminster, onde está sendo julgado.
Ele usava um moletom cinza e calças compridas e disse a frase quando um funcionário do tribunal perguntou seu nome. O funcionário repetiu a pergunta e Mair calmamente repetiu: “Meu nome é morte aos traidores, liberdade para o Reino Unido”.
Mair não fez mais nenhum comentário na audiência de 15 minutos, sua primeira aparição em público desde que a polícia o prendeu na cidade de Birstall, onde Jo Cox foi morta. Ele permanecerá detido na prisão de Belmarsh até sua próxima audiência, na segunda-feira (20). De acordo com o jornal The Guardian, unidades especiais da polícia que fizeram buscas na casa de Mair encontraram aparatos nazistas, além de livros de extrema direita.
A deputada britânica, de 41 anos, foi morta a tiros na quinta-feira (16). Ela era partidária da permanência do Reino Unido na União Europeia, o que será votado em referendo no dia 23. Segundo testemunhas, no momento do crime o assassino gritou: “Reino Unido primeiro!”, um lema da ultradireita britânica.
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