Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de maio de 2024
Seis dias após a família da advogada Anic Herdy, de 55 anos, ter feito um pagamento de uma quantia milionária exigida para que ela fosse libertada, Lourival Correa Netto Fatiga, principal suspeito do desaparecimento da vítima, usou parte do dinheiro para abrir uma loja de produtos eletrônicos, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Investigações da 105ª DP (Petrópolis) revelam que 950 telefones celulares comprados pelo suspeito seriam levados para abastecer o estabelecimento comercial. Segundo a delegada Cristiana Onorato, da 105ª DP, o comércio aberto no dia 17 de março de 2024 está em nome de Maria Luísa Fadiga, filha de Lourival, que também foi presa por ordem da Justiça.
Além dela, outro filho do suspeito também foi preso. Henrique Vieira Fadiga é apontado pela polícia como um dos participantes de uma negociação para troca de dólares recebidos como parte do pagamento da quantia exigida pelos suspeitos do sumiço de Anic. A quarta pessoa presa pelo crime é Rebeca Azevedo Santos, que teria um relacionamento com Lourival e é suspeita de participação no mesmo crime. Todos foram indiciados e respondem por crime de extorsão mediante sequestro. Segundo a polícia, os quatro presos negaram todas as acusações.
A Polícia Civil já sabe que o dinheiro exigido pelo bando foi colocado em uma mochila, no dia 11 de março, para ser entregue a um grupo que dizia estar com a vítima. Benjamim Cordeiro Herdy, marido de Anic, e Lourival levaram a quantia que seria repassada para o bando em shopping da Zona Oeste do Rio. No meio do caminho, no entanto, o suspeito disse ter recebido uma mensagem em seu telefone determinando que ele levasse a mochila com os valores para o Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Já o marido de Anic deveria ir para o shopping da Zona Oeste onde ela seria libertada, o que acabou não acontecendo.
Segundo o inquérito policial que apura o desaparecimento da advogada, Lourival não foi ao Terreirão e sim numa concessionária de carros onde comprou uma picape de luxo no valor de R$ 500 mil, tendo feito o pagamento pelo veículo em dinheiro. Além disso, ele também comprou uma motocicleta. A delegada Cristiana Onorato disse não ter dúvida da participação do quarteto preso no desaparecimento de Anic.
“Os quatro foram indiciados e denunciados por extorsão mediante sequestro. Não temos nenhuma dúvida que eles participaram do crime”, disse.
Anic desapareceu no dia 29 de fevereiro. Depois de estacionar seu carro num shopping de Petrópolis, ela foi vista a pé do lado de fora do estabelecimento comercial. A cena foi gravada por câmeras de segurança e é o último registro conhecido da estudante de psicologia. As informações são do jornal O Globo.
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