Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de junho de 2016
O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, foi o palestrante do “Tá na Mesa” hoje à tarde, na sede da Federasul na Capital. Ao apresentar o tema “Expressão do Cooperativismo Gaúcho”, o convidado falou sobre os últimos números consolidados que envolvem as cooperativas gaúchas, com destaque para os setores agropecuário, crédito, infraestrutura e transportes, ramos que movimentaram a economia gaúcha. Participaram do evento representantes de outras cooperativas do Estado.
Em 2015, as cooperativas do Rio Grande do Sul apresentaram crescimento de 15,75% em relação ao ano anterior e registraram um faturamento de 36,1 bilhões de reais. “O cooperativismo gaúcho vive um momento muito bom. Seu desenvolvimento é refletido no aumento dos seus ingressos, que nos últimos seis anos registrou uma expansão de 94,6%”, explica Vergilio. Os ramos que se destacaram no setor foram o agropecuário, que atingiu 11,6%; o crédito com 33,8%; saúde com 18%; a infraestrutura com 8,2% e o transporte com 35,5%.
As cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul tiveram um faturamento de 22,1 bilhões de reaos no ano de 2015, incremento de 11,6% em relação à 2014, de 19,9 bilhões de reais. Segundo o presidente da FecoAgro/RS (Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul), Paulo Pires, que realizou a apresentação dos números do setor agropecuário, entre os motivos apontados para o bom momento estão os investimentos em assistência técnica para os produtores, prioridade para a maioria das cooperativas no ano anterior.
“Por meio da assistência técnica aumentamos a produtividade, e aumentando esta produtividade poderemos fazer com que o produtor tenha mais renda e resultado, e isso ajuda no aumento do consumo de alimentos. É o cooperativismo na manifestação do desenvolvimento endógeno”, salientou.
O setor de crédito é responsável pela geração 805,5 milhões de reais nas sobras antes das destinações, valor que indica uma expansão de 21,8% e, relação a 2014, representando 61,2% do total. O indicador reforça a eficiência econômica das cooperativas gaúchas, que registraram em 2015 um crescimento de 33% nas sobras apuradas, atingindo o valor de 1,3 bilhões de reais.
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