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Mundo Tailândia oferece regras de entrada mais flexíveis e sustentabilidade na retomada do turismo

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Os tailandeses agora querem propor uma nova maneira de viajar, mais sustentável. (Foto: Reprodução)

Desde o dia 1º deste mês, viajantes completamente vacinados contra a covid não precisam mais mostrar um teste negativo para entrar na Tailândia. O fim de mais uma barreira sanitária, entre tantas levantadas ao longo da pandemia, reforça o momento de retomada do turismo no país do Sudeste da Ásia, que nos últimos anos viu sua hotelaria e cena gastronômica serem renovadas. Apesar de estarem de braços abertos aos visitantes internacionais, os tailandeses agora querem propor uma nova maneira de viajar, mais sustentável.

Um dos símbolos deste novo momento é Maya Bay, o ponto mais famoso do litoral tailandês, que, depois de ter servido de cenário para o filme “A praia” (2000), com Leonardo DiCaprio, passou por uma explosão turística, até precisar ser fechado totalmente em 2018, para a recuperação de seu frágil ecossistema. Acredita-se que cerca de 50% de seus corais tenham sido destruídos pelas âncoras das embarcações.

Em 1º de janeiro, a pequena enseada foi reaberta à visitação, mas com novas regras. Agora, barcos turísticos não são mais permitidos, e o acesso se dá por um novo píer, construído na praia vizinha de Loh Samah, a uma curta caminhada de distância. Serão permitidos até três mil visitantes por dia, sendo 300 por vez, e os banhistas poderão ficar apenas na areia ou entrar no mar dentro de uma faixa de 50 metros.

As regras podem até parecer muito restritivas, em se tratando de um dos cartões-postais mais concorridos da Ásia. Mas a recuperação ambiental desses últimos três anos animou os cientistas e ajudou as autoridades responsáveis pelo turismo local a recalcularem a rota.

No estande da Tailândia na ILTM Latin America, principal feira do turismo de luxo do país, que aconteceu na última semana, em São Paulo, o representante do turismo na América do Sul, Jefferson Santos, afirmou que a pandemia ajudou o país a reavaliar que tipo de visita quer promover: “Antes, parte importante dos turistas na Tailândia era de países vizinhos, sobretudo a China, que passavam pouco tempo e iam embora. Agora, é clara a ideia de substituir as visitas mais curtas e rápidas por aquelas que valorizem mais a experiência e o contato com a cultura tailandesa.”

Banho nos elefantes

Um exemplo dessa nova abordagem passa pelos elefantes. Presentes não apenas nas florestas, mas também na vida da sociedade tailandesa, os maiores animais terrestres do continente por muitos anos vêm sendo explorados também como atrativos turísticos.

Em vez de passeios no lombo dos elefantes, os viajantes estão sendo incentivados a conhecer santuários eticamente responsáveis, muitos com elefantes resgatados de práticas de maus-tratos. Nesses lugares, o turista “adota” um animal e, durante um dia, participa de seus cuidados, da alimentação ao banho. E passando por momentos, digamos, inesquecíveis.

“O visitante aprende, por exemplo, a amassar as fezes do animal para ver se ele está doente ou não. Usando luvas, é claro!”, diz Santos. “As pessoas estão descobrindo que dessa forma aprendem muito mais sobre os elefantes do que os usando como meio de transporte, só para tirar foto. Não há mais espaço para isso.”

Estes santuários estão espalhados por todo o país. Entre os mais conhecidos e próximos a importantes destinos turísticos da Tailândia estão o Elephant Nature Park, na histórica cidade de Chiang Mai, no Norte; o Phuket Elephant Sanctuary, no movimentado balneário, no Sul do país; e ElephantsWorld, em Kanchanaburi, a duas horas de Bangkok.

As novas regras

Antes da pandemia, o turismo representava 12% do PIB Tailandês — que foi de US$ 501 bilhões. A reabertura aos visitantes internacionais vem acontecendo em fases, desde meados de 2021, quando destinos turísticos como Phuket começaram a receber visitantes. Em outubro, mais regiões reabriram, como Bangkok e Pattaya, conhecida, entre outras coisas, pelo Buda dourado de 18 metros de altura do templo Wat Phra Yai.

A mais recente fase começou agora em maio. Nela, viajantes com a vacinação completa precisam apenas preencher o formulário eletrônico Thailand Pass (tp.consular.go.th), onde devem incluir o certificado de vacinação e um seguro de saúde com uma cobertura mínima de US$ 10 mil (antes, era de US$ 20 mil).

Já os não vacinados podem entrar sob duas condições. Se apresentarem um PCR negativo feito com 72 horas de antecedência, não precisarão fazer quarentena nem teste na chegada. Quem não apresentar este teste deve ficar em isolamento no hotel após o desembarque, e precisa fazer um exame após cinco dias para ser liberado.

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