Tarso Genro submete-se a um teste no Centro do País, sugerindo a criação de uma frente de partidos de esquerda. Amanhã, no Rio de Janeiro, onde o ex-governador passou a ter atividade política, o PT fará convenção estadual. Há alguns anos, quando a tendência histórica e radical dominava, a aceitação da proposta seria imediata. Hoje, porém, mudou o perfil do partido no Rio. Seu presidente, Washington Quaquá, deu uma guinada: abdica de candidatura própria e defende apoio ao nome que o PMDB vier a escolher para concorrer à Prefeitura do município do Rio de Janeiro.
Saber o motivo que levou a influir no Rio tornou-se pergunta frequente nos últimos dias. Seria natural que o ex-governador buscasse participar nos rumos do PT gaúcho. Ocorre que ele nunca liderou uma corrente interna com força no Estado. As escolhas para que concorresse à Prefeitura de Porto Alegre e ao governo do Estado foram decorrência do reconhecimento de suas qualidades políticas e pessoais.
Em São Paulo, Tarso não tem entrada. Em 2005, quando estourou o caso do mensalão, propôs a refundação do PT, gerando contrariedade incontornável a partir de José Dirceu. Aterrissou no Rio, onde as condições políticas agora não lhe são favoráveis, mas decidiu arriscar. Se vencer a queda de braço amanhã, Tarso terá sua posição reforçada. Caso contrário, deverá retomar o caminho no Rio Grande do Sul.
TARSO ENFRENTA O ADESISMO

O modelo de segurança pública que o RS tinha no último ano do governo Tarso Genro (PT) continua e continuará o mesmo. (Foto: Reprodução)