Sábado, 26 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de setembro de 2026
Relatório divulgado nessa sexta-feira (25) pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão aponta estabilidade nos principais indicadores do mercado de trabalho relativos ao segundo trimestre no Rio Grande do Sul, em comparação ao período de janeiro a março. A taxa de desocupação se manteve em 4,2%, ao passo que e de informalidade continuou em 29,6%.
O Estado registrou 5,9 milhões de pessoas ocupadas e 256 mil em busca de trabalho. Dentre essas últimas, 18,6% procuravam uma ocupação havia um ano ou mais. No que se refere ao índice que reúne pessoas sem ocupação e trabalhadores que gostariam de ter mais horas de jornada, a proporção ficou em 6,4%.
Já o rendimento médio mensal real dos trabalhadores chegou a R$ 4.169 na janela temporal analisada. O valor se mostrou inalterado em relação aos três primeiros meses do ano e apresentou aumento de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2025.
A massa de rendimentos dos trabalhadores, por sua vez, ficou em R$ 24,18 bilhões, com alta de 6,2% no comparativo com o intervalo de abril a junho do ano passado. De acordo com o estudo, essa variação ocorreu por causa do alta no rendimento médio, enquanto o número de pessoas ocupadas permaneceu estável.
Emprego formal
Entre julho de 2025 e julho de 2026, o Rio Grande do Sul registrou saldo positivo de 8.907 postos de trabalho com carteira assinada, o que representa uma variação de 0,3%. O Estado tinha 2,8 milhões de vínculos empregatícios ao final do período.
Os setor de serviços teve desempenho positivo de 20 mil vínculos no período, ao passo que na agropecuária esse número foi de 584. Nos demais ramos da economia, houve queda no contingente de trabalhadores: indústria (-8 mil), comércio (-3,2 mil) e construção (-396).
No recorte por sexo, o saldo entre as mulheres foi positivo em 12,7 mil vínculos, enquanto entre os homens houve redução de 3,8 mil. Já no critério por escolaridade foram registrados saldos positivos de 11,2 mil postos na faixa de trabalhadores com Ensino Médio completo e de 9,3 mil daqueles com Ensino Médio incompleto.
Os dados constam o Boletim de Trabalho do Rio Grande do Sul, elaborado pelos pesquisadores Raul Bastos e Guilherme Xavier Sobrinho, do Departamento de Economia e Estatística (DEE) da SPGG. Qualquer cidadão pode consultar o documento, disponóvel em link no portal estado.rs.gov.br.
A análise utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
(Marcello Campos)
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