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Economia Taxa Selic poderia estar 2 a 3 pontos mais baixa sem o estímulo do governo a gastos, diz economista

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Banco Central se reúne nesta semana para definir a nova taxa básica de juros do País

Foto: Agência Brasil
Banco Central se reúne nesta semana para definir a nova taxa básica de juros do País. (Foto: Agência Brasil)

A taxa Selic, que hoje é de 15% ao ano e deve permanecer neste nível por um “período bastante prolongado”, nas palavras do Banco Central (BC), poderia estar menor se o governo reduzisse os gastos e adotasse uma política fiscal mais restritiva, diminuindo o estímulo à economia, segundo especialistas.

Sem os impulsos fiscais e parafiscais, a Selic poderia estar de 2 a 3 pontos porcentuais menor, calcula o ex-diretor de Política Monetária do BC e atual presidente do conselho de administração da JiveMauá, Luiz Fernando Figueiredo.

A consultoria estima que, em 2026, estão contratados R$ 96,2 bilhões em gastos ou renúncias de receitas, ante receitas adicionais de R$ 76 bilhões.

“A baixa potência da política monetária já está contratada para 2026, porque há mais medidas de estímulo vindo. A isenção do Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil, por exemplo, vai injetar mais recursos na economia, sendo uma medida expansionista”, afirma Márcio Holland, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O economista-chefe da ARX Investimentos, Gabriel Leal de Barros, acrescenta que o governo tende a fazer uma “superexecução” do Orçamento já no segundo semestre de 2025 para compensar a subexecução do primeiro semestre, provocada pelo atraso na sanção do Orçamento. “O governo tende a acelerar os gastos para não deixar parte do Orçamento na mesa”, diz.

A estimativa de Barros é que os gastos fiscais e parafiscais alcancem 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, ante 1,7% em 2025.

O efeito, neste caso, é uma reaceleração da economia a partir do primeiro trimestre de 2026, segundo Barros, que também já foi diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. Considerando os impulsos fiscais e parafiscais, o resultado deve acrescentar 1,5 ponto porcentual ao PIB no ano, o que exigiria maior cautela do BC, calcula.

O economista-chefe do Citi Brasil, Leonardo Porto, avalia que “a atividade econômica demorou para refletir uma política monetária tão apertada em 2025 porque a política fiscal mais expansionista e a maior oferta de crédito têm reduzido o efeito líquido final da política monetária”.

O economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani, afirma que “chama a atenção com 15% de Selic e quase 10% de juro real, espetacularmente forte, um crescimento entre 2% e 2,5%”. Ainda assim, ele diz que a defasagem da política monetária não mudou, e o que mudou foi o efeito: “A economia brasileira se mostra mais resistente a choques, incluindo de juros”.

Dentre os motivos para maior resistência, Padovani lista reformas que mudam a estrutura econômica e tornam o Brasil mais atrativo; exportações de petróleo e commodities com produtividade alta; mercado de trabalho apertado; e impulso fiscal.

“Isso tudo faz com que uma parte da economia não sinta o aperto monetário. Tem o crédito sofrendo com as defasagens tradicionais, mas uma outra parte da economia não vai reagir ao aperto do crédito. Então isso faz com que a economia desacelere, mas continue, de certo modo, crescendo”, afirma. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

 

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Vanderlei Ochoa
5 de novembro de 2025 12:18

Comer 3 vezes por dia. Ter uma vida mais digna, comprar uma casa pelo programa MINHA CASA MINHA VIDA, botar os filhos nas universidades, ter melhores salarios, ser protegido pelo programa MAIS MEDICOS é incentivar o povo ao consumo, segundo os marginais da direita golpista que trabalham para os ricos. Como tem gente marginal nesse VIÉS POLITICO capitalista selvagem que beneficia apenas os ricos.

Fernando Krause
5 de novembro de 2025 12:56

Ou seja, segundo os experts na economia, o alto custo da Selic é responsabilidade desta DESGRAÇA de DESgoverno lulopetista PERDULÁRIO, destruidor da responsabilidade fiscal e saqueador do dinheiro público!

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