Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de outubro de 2016
Em busca de apoio para sua proposta de teto para os gastos públicos, o presidente Michel Temer acertou com empresários um plano para pressionar o Congresso a aprovar a medida e determinou que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vá à televisão defender o projeto.
No sábado (01), véspera do primeiro turno das eleições municipais, Temer reuniu-se com empresários em São Paulo e foi informado de que entidades do setor privado publicarão um anúncio nos jornais nos próximos dias defendendo a aprovação do teto de gastos.
Meirelles deverá fazer seu pronunciamento nesta quinta-feira (06), às 20h, em rede nacional de rádio e TV. Ele vai buscar traduzir para a população a necessidade de o governo federal controlar suas contas. A intenção do ministro é dizer que todos sabem que, quando a crise entra em casa, a família é obrigada a cortar despesas e o mesmo deve acontecer com o governo.
O ministro da Fazenda vai dizer também que a aprovação do teto dos gastos ajudará o País a recuperar sua credibilidade e a confiança dos investidores, o que permitiria a retomada do crescimento e a redução do desemprego.
A primeira versão do anúncio elaborado pelos empresários, apresentada a Temer, recebeu o título de “Teto de gastos é remédio indispensável” e terá a assinatura de entidades de representação empresarial, entre elas as federações das indústrias de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Além do anúncio, empresários também prometem entrar em contato diretamente com deputados para pedir apoio à proposta de emenda constitucional que cria o teto dos gastos públicos federais. A medida limita o crescimento dos gastos à variação da inflação por um período que pode chegar a 20 anos.
Nas conversas com empresários, Temer afirmou que sua proposta funcionará como “meu Plano Real” porque vai permitir fazer o “ajuste fiscal, combater a inflação e reduzir o desemprego no País”.
Ao citar o plano econômico que ajudou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) a se eleger em 1994, a intenção de Temer não era se referir à eleição presidencial de 2018, dizem assessores, mas à importância que o Real teve para o sucesso do governo Itamar Franco (1992-1994).
Temer tem dito que não será candidato à reeleição por considerar que essa possibilidade inviabilizaria a aprovação no Congresso de medidas como o teto dos gastos e a reforma da Previdência. (Folhapress)
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