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Brasil Temer deve indicar até esta sexta-feira o novo ministro da Justiça

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Presidente desistiu da ideia do superministério com Justiça e Segurança Pública (Foto: AG)

Com o caminho livre depois da aprovação do nome de Alexandre de Moraes para o STF (Supremo Tribunal Federal) pelo plenário do Senado, o presidente Michel Temer tem dito a aliados que deve escolher e anunciar até esta sexta-feira o nome do novo ministro da Justiça.

O presidente ficará em Brasília até sexta-feira (24) e depois viaja para Bahia no carnaval. Ele tem conversado com pessoas próximas para fechar o novo titular da pasta. Os nomes com mais força nesse momento são os do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), a “solução parlamentar”, e o do subprocurador José Bonifácio Andrada.

Segundo assessores do Palácio do Planalto, Temer também desistiu da ideia de criar um superministério da Justiça e Segurança Pública, que inicialmente juntaria o ex-ministro Carlos Velloso e o ex-secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame.

Com a recusa de Beltrame em ocupar a secretaria de segurança, o presidente parou de procurar nomes para preencher o cargo e decidiu deixar nas mãos do novo ministro a definição sobre o secretário que trabalhará ao seu lado.

Auxiliares de Temer também afirmam que o perfil do secretário de segurança deve ser um contraponto ao do ministro: enquanto este seria um parlamentar, em aceno à base aliada, o secretário teria caráter mais técnico e nome mais conhecido pela opinião pública. “Ele parou de procurar nomes e deve deixar a escolha para o novo ministro da Justiça”, contou uma fonte governista.

Quando recomeçaram as tratativas com Beltrame, o governo cogitou trazer a secretaria de segurança para o Planalto, podendo ficar sob o guarda-chuva da Casa Civil ou diretamente da Presidência, já que a configuração atual não agradava ao ex-secretário. Agora, com Beltrame fora do páreo, essa possibilidade é remota, e é provável que a secretaria permaneça subordinada ao Ministério da Justiça.

Segundo relatos, o ex-secretário nunca realmente se mostrou interessado em assumir o cargo e tem dificuldades no relacionamento com o ministro Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência, e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). (AG) 

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