Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2017
Um dia após ser reeleito presidente da Câmara dos Deputados com 293 votos, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse nesta sexta-feira (03) não acreditar que a disputa pelo comando da Casa cause um racha na base aliada, mas alertou o presidente Michel Temer a cuidar do apetite de seu próprio partido, o PMDB.
“O problema do PMDB não vem de hoje. O processo de impeachment gerou estruturas muito maiores do que seu tamanho real antes – o PMDB foi um caso – e depois. O presidente Michel Temer está arbitrando esses espaços.”
“A base fazia o discurso ‘o PT já tem o presidente [da República], não precisa ter o resto’. Agora, é diferente: ‘o PMDB já tem o presidente, não precisa ter o resto’. Só que o PMDB não pensa assim. O presidente vai precisar arbitrar esse conflito, que não tem relação com a eleição. Tem relação com o espaço generoso que a presidente Dilma deu ao PMDB para tentar evitar o impeachment, e ao espaço menor que as expectativas de deputados do PMDB pós-impeachment”, disse Maia
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o presidente da Câmara defendeu ainda a ascensão de seu sogro, Moreira Franco, ao cargo de ministro da Secretaria Geral da Presidência da República e refutou comparações com movimento semelhante feito pelo governo Dilma Rousseff com o ex-presidente Lula, no ano passado.
Maia também negou envolvimento com a Lava-Jato, afirmando que o enredo da delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, é falso. (Folhapress)
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