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Brasil Temer viaja ao Rio de Janeiro para reunião sobre segurança pública

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Pessoas registram presença do exército em Copacabana. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O presidente Michel Temer viaja neste domingo (30) para o Rio de Janeiro onde participará de reunião sobre a atuação das Forças Armadas no estado. Na sexta-feira (29), Temer assinou decreto autorizando o emprego das Forças Armadas para a garantia da lei e da ordem no Rio de Janeiro, até 31 de dezembro.

A atuação das Forças Armadas no estado do Rio será em apoio às ações do Plano Nacional de Segurança Pública. A implantação do plano no Rio de Janeiro vai empregar 8,5 mil militares das Forças Armadas, 620 integrantes da Força Nacional de Segurança e 1.120 da Polícia Rodoviária Federal, sendo que 380 são de outros estados. A previsão é que o presidente retorne a Brasília no fim da tarde de hoje, após um sobrevoo na capital fluminense.

Violência no Rio

As Forças Armadas vão reforçar a segurança no Rio, que vive um aumento dos casos de violência que assusta a população. Nas últimas semanas, por exemplo, a Linha Vermelha, uma das principais vias da cidade, foi alvo de tiroteios entre policiais e criminosos, obrigando os motoristas a deixarem os carros na via. Eles se agacharam do lado de fora para não ser atingidos.

A violência tem afetado inclusive a rotina das escolas na capital fluminense. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, somente neste ano, uma em cada quatro escolas teve que fechar durante determinados períodos ou foi forçada a interromper as aulas por causa dos tiroteios ou outros tipos de confrontos.

Forças Armadas

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse na quinta-feira (27) que as medidas de segurança vão contar com ações sociais que serão realizadas pelo Ministério de Desenvolvimento Social em diferentes localidades. O ministro afirmou que não haverá a presença ostensiva das Forças Armadas ocupando as ruas, diferente do que ocorreu em outros momentos na cidade. “Pelo menos em princípio, [não haverá] as ações clássicas de ocupação de morros e comunidades. Não será isso”.

A aplicação do plano no Rio irá até o fim de 2018. A ideia é evitar um retrocesso na segurança quando as medidas terminarem. O ministro lembrou que a permanência militar no conjunto de favelas da Maré, onde foram aplicados R$ 400 milhões, durou um ano e meio e não foi alcançado o efeito esperado.

“As forças fizeram um grande trabalho, mas ao final, quando se retiraram, a situação voltou inclusive porque toda a infraestrutura social que foi prometida não foi entregue. Então, o que nós vimos, foi algo que custou R$ 400 milhões, a um custo altíssimo e um esforço muito grande das Forças Armadas, mas que ao final não resultou naquilo que nós queríamos que acontecesse”, apontou.

Na avaliação do ministro, apesar de o problema da segurança não ser uma exclusividade do Rio de Janeiro, a situação é mais grave no estado. “Não esperem milagres e nem resultados imediatos. Eles virão com um trabalho duro, muitas vezes de formiguinha, às vezes de grande impacto. Não esperem porque, para chegarmos nesta situação que estamos hoje, demorou décadas e isso não vai mudar do dia para a noite”, disse o ministro pouco antes de reunião do Estado-Maior Conjunto, que incluiu integrantes das forças de segurança estado do Rio, na sede do Comando Militar do Leste. (ABr)

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