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Olimpíada Tenistas brasileiras recebem bronze e se emocionam no pódio

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Dupla entrou para a história ao ganhar a primeira medalha do Brasil no tênis olímpico. (Foto: Wander Roberto/COB)

Ao contrário da maioria das modalidades, Luisa Stefani e Laura Pigossi tiveram que esperar um dia para receber a medalha de bronze conquistada nas duplas femininas do tênis dos Jogos Olímpicos. Elas subiram ao pódio neste domingo (1º), depois da final da competição. “Eu me sinto completa agora, não tenho palavras para definir esse sentimento. Agora a espera acabou e está caindo a ficha do que a gente conquistou, não tenho palavras”, destacou Laura Pigossi.

A medalha é um presente de aniversário antecipado para as brasileiras. Laura Pigossi completa 27 anos nesta segunda (2). Já Luisa Stefani faz 24 anos no dia 9 de agosto. “Parabéns, você é gigante, a gente conseguiu. Passou muito rápido”, disse Laura, olhando para a parceira. “É meu aniversário e ganhei o melhor presente de aniversário da minha vida. Esse presente conquistado vale muito mais porque foi muito suor, muito choro”, emendou a tenista.

Luisa contou uma particularidade durante a cerimônia deste domingo. “Ouvindo o hino das meninas tocando (da República Tcheca), mas na minha mente estava pensando no nosso também. Nossa, um sentimento indescritível”, afirmou.

O ouro das duplas femininas ficou com as tchecas Krejcikova e Siniakova, que superaram as suíças Bencic e Golubic em dois sets. Para o Brasil, a competição foi histórica, já que o País nunca havia conquistado uma medalha olímpica no tênis.

“Temos que voltar nos aros para agradecer. Acho que gratidão é a palavra da semana. Tudo que eu passei essa semana, todas as memórias, não estou sabendo como lidar com os sentimentos , com tudo o que está acontecendo. Só quero sentir essa medalha aqui. É um prazer enorme estar com essa medalha no peito. E essa aqui é pro Brasil”, comentou Laura.

Sentimentos

Luisa destacou as emoções do dia da conquista e a repercussão da primeira medalha para o Brasil nos Jogos Olímpicos. “Não estou no Brasil, mas todo mundo está falando que está incrível, que passou nos canais abertos de televisão. Todos comentando. Na verdade, desde que eu cheguei aqui me arrepio todos os dias, mas de ontem para hoje me arrepiou do pé até a cabeça”, disse a tenista.

Luisa também contou o que sentiu ao subir no pódio. “Dormi só três horas, foram muitos sentimentos. Na hora de subir no pódio, senti uma energia e emoções diferentes, tão bom que queria que aquele momento ficasse parado por mais tempo”, comentou.

Agora, Luisa embarca nesta segunda-feira (2) para San Jose, nos Estados Unidos. A brasileira vai disputar o evento WTA 500, onde inicia a parceria com a canadense Gabriela Dabrowski, com a qual foi finalista no ano passado em Ostrava, na República Tcheca. A parceira habitual, a americana Hayley Carter, teve uma lesão no pé e ficará fora do circuito até o fim de 2021.

Luisa Steffani vem fazendo história no tênis feminino nacional, com apenas 24 anos. Além do bronze olímpico, ela é a melhor ranqueada do País no ranking mundial, com o 23º lugar, desde que o sistema da WTA foi criado em 1975, somando dois títulos e mais seis finais.

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