Segunda-feira, 25 de maio de 2026

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Mundo Terremoto no Nepal mata 1.800 pessoas e atinge Índia, China, Bangladesh e Tibet

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Maior parte das vítimas está no Vale de Katmandu, o lugar mais afetado.
Maior parte das vítimas está no Vale de Katmandu, o lugar mais afetado.

O terremoto de 7,8 graus na escala Richter que atingiu o Nepal na madrugada de ontem, deixou, até o início da madrugada de hoje, 1.805 mortos, e quase 5 mil feridos no país e obrigou a nação a declarar estado de emergência. Ao menos 4,6 milhões de pessoas foram afetadas. A informação é do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários. De acordo com o órgão, 30 dos 75 distritos nepaleses foram atingidos. O abalo sísmico derrubou prédios e construções históricas como a torre Dharahara, do século XIX, na capital Kathmandu – que está sem energia – e foi sentido em países vizinhos, causando mortes também na Índia, Tibet e Bangladesh. Horas após os tremores, o Nepal começou a receber ajuda internacional enviada pela Índia. A maioria das mortes aconteceu no Vale de Katmandu, mas seis mortes foram registradas na região do Tibet, e outras duas em Bangladesh. Na Índia, pelo menos 45 mortes foram registradas, 30 delas na província de Bihar, onde 131 pessoas ficaram feridas; três em Bengala Ocidental, e 12 em Uttar Pradesh. O tremor também atingiu o monte Everest (a mais alta montanha do mundo), onde uma avalanche destruiu o acampamento local frequentado por montanhistas. Ao menos dez pessoas morre ram quando a avalanche atingiu a base de montanhistas. O epicentro do sismo foi a 80 quilômetros de Pokhara, a segunda maior cidade do Nepal, a mais importante depois da capital. Ainda, o colapso nas comunicações dificultava os esforços de ajuda, levantando temores de desastre humanitário no pobre país do Himalaia, com 28 milhões de habitantes. Conforme autoridades locais, a devastação nas áreas montanhosas isoladas após o sismo foi a pior em 81 anos, e teve uma profundidade de apenas dez quilômetros. Terremotos de pouca profundidade são, geralmente, mais perigosos, uma vez que a quantidade de energia liberada se concentra em uma área menor. ESTRANGEIROS –De acordo com estimativas, aproximadamente 300 mil turistas estrangeiros estão no Nepal para a temporada de alpinismo. BRASILEIROS – Segundo o Itamaraty, a comunicação com as autoridades no Nepal está muito ruim e não havia até ontem informações sobre brasileiros entre os mortos. O órgão disponibilizou o telefone (61) 8197-2284 para as famílias em busca de informações. Conforme a embaixadora do Brasil em Katmandu, Maria Teresa Pessôa, está difícil contatar os brasileiros que estão no país. Vários deles já fizeram contato com os familiares e estão em segurança, mas, até o início da madrugada de hoje, alguns ainda não haviam sido localizados, como Mariana Malaguti Uchôa, a fisioterapeuta carioca Monique Corrêa Santos e sua amiga Danielle Sulamita Pio. TORRE DHARAHARA – Em Katmandu, a histórica torre Dharahara, construída em 1832 para a rainha do Nepal, desabou logo depois do meio-dia local. A polícia alertou que mais de 200 pessoas ficaram presas na estrutura. A torre tinha mais de 60 metros de altura e estava aberta a visitantes nos últimos dez anos. HISTÓRICO –O Nepal, localizado entre a Índia e a China, já registrou uma série de desastres naturais. O pior tremor no país ocorreu em 1934 e matou mais de 8,5 mil pessoas.

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