Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de setembro de 2025
Representantes do TikTok afirmaram ao presidente Lula (PT) nessa segunda-feira (22) que a empresa tem interesse em fazer investimentos no Brasil, inclusive na área de data centers, durante uma reunião às margens da Assembleia das Nações Unidas, em Nova York (EUA).
Segundo um integrante do governo, os empresários falaram especificamente sobre a atuação no Ceará. O governador do Estado, Elmano de Freitas (PT), inclusive, estava no encontro, junto com o ministro Camilo Santana (Educação), e representantes da Secretaria de Comunicação do governo. A primeira-dama, Janja da Silva, participou de uma parte do encontro.
Da parte do TikTok, participaram o diretor-executivo da empresa, Shou Zi Chew, e outros representantes da firma. Foi a primeira reunião da empresa com Lula.
O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) já havia anunciado que o Brasil estava em processo de negociação com o TikTok para um projeto de data center no Ceará. O projeto teria investimento estimado em R$ 50 bilhões. Na reunião desta segunda, porém, os empresários não falaram em valor.
O Ceará é o terceiro maior polo de data centers do país —e, em breve, deverá ultrapassar o Rio, quando estiver pronto um complexo da Casa dos Ventos para receber máquinas do TikTok. Ficará então atrás somente de São Paulo.
Na semana passada, Lula assinou uma MP (medida provisória) que reduz a zero a alíquota dos impostos federais dos produtos comprados pelas empresas que estiverem construindo data centers no Brasil.
Na reunião dessa segunda, o governo Lula (PT) também aproveitou para tratar do projeto que regulou o uso de meios digitais por crianças. De acordo com um participante da reunião, o representante do TikTok teria dito que concorda com a necessidade de haver regras para o uso de menores de idade. E que não só o TikTok, mas todas as empresas de redes sociais, precisam estar atentas a esse tema.
O Senado aprovou no último dia 27 o projeto de lei que impõe regras para proteger crianças e adolescentes em meios digitais. A proposta começou a ser analisada no Legislativo em 2022, mas ganhou tração recentemente depois de vídeo do influenciador Felca viralizar expondo situações de exploração infantil na internet. O tema ficou conhecido como “adultização”.
O texto obriga as plataformas digitais a adotarem mecanismos para impedir acesso de crianças e adolescentes a conteúdos inadequados, além de estabelecer regras gerais para uso de recursos virtuais por esse público. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
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