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Cinema Tom Hanks viverá Abraham Lincoln em adaptação de “Lincoln no Limbo”, livro de George Saunders

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Tom Hanks será o presidente americano Abraham Lincoln (1809-1865) na adaptação cinematográfica de Lincoln no Limbo, livro premiado de George Saunders. (Foto: Reprodução)

Tom Hanks será o presidente americano Abraham Lincoln (1809-1865) na adaptação cinematográfica de “Lincoln no Limbo”, livro premiado de George Saunders.

O próprio autor assinará o roteiro do filme, que será dirigido por Duke Johnson, de Anomalisa. Segundo o Deadline, a produção combinará animação stop-motion e live-action para explorar “temas de amor, empatia e capacidade humana diante de uma dor inimaginável” por meio de um elenco de personagens, “vivos e mortos, históricos e fictícios”.

Considerado um dos melhores livros deste século pelo The New York Times, Lincoln no Limbo é o primeiro romance de Saunders, renomado contista, e venceu o Booker Prize em 2017.

Abraham Lincoln foi o 16º presidente dos Estados Unidos, liderou o país durante a Guerra Civil e aboliu a escravidão. Foi também o primeiro presidente dos EUA a ser assassinado.

A trama de Saunders, porém, se concentra em numa única noite, partindo do relato de que, inconformado com a morte do filho de 11 anos por tifo, Lincoln teria visitado o túmulo em uma noite de fevereiro de 1862 e embalado o cadáver. A partir dessa cena, o autor se vale de experimentalismo para imaginar a jornada da criança, Willie, em um estágio intermediário entre a morte e o renascimento.

O romance

O romance se ocupa de um dos vultos mais icônicos da história dos EUA: Abraham Lincoln, que presidiu o país na mais fraturante crise nacional (a Guerra Civil) e aboliu a escravidão. Foi também o primeiro presidente dos EUA a ser assassinado. Só que isto não é, nem que a vaca tussa, um romance histórico, por vezes chatos em seu fetiche documental (como o próprio Lincoln de Gore Vidal). No estadista que aqui assoma não transparece um porte prometeico, mas uma vulnerabilidade desamparada, alquebrada.

A história se desenrola em 25 de fevereiro de 1862, no cemitério de Washington. Lincoln habita a Casa Branca há menos de um ano, a União está se desmilinguindo e a Guerra da Secessão mandando bala (literalmente). É um mundo de cabeça para baixo: os velhos sobrevivem aos jovens. Willie, o filho de 11 anos de Lincoln, morreu de tifo e acabou de ser enterrado, para dor cósmica do pai, que de noite se esgueira à sepultura para embalar o corpo da criança. Este momento privado de saudade e ternura é testemunhado não pelos vivos, mas por um elenco de fantasmas boquirrotos. O romance enreda uma teia de solilóquios e citações, artigos da imprensa e monografias – algumas autênticas, outras fajutas e inventadas pelo autor. O clamor balbuciante das vozes espectrais lembra Cré Na Cille (The Dirty Dust), o aclamadíssimo romance do irlandês Máirtín Ó Cadhain, escrito em gaélico em 1949 e traduzido para inglês só em 2016.

Há duas vozes solistas, que borboleteiam junto ao túmulo do garoto. Uma é hans vollman (os nomes vêm sempre em minúsculas no fim de cada solilóquio), que morreu esmagado por uma viga do teto antes de consumar seu casamento com uma mulher bem mais jovem (e que por isso leva para o Além uma terna e eterna ereção). A segunda é roger bevis III, que se matou depois que seu amante o abandonou para “viver com correção” – e se arrependeu segundos depois de cortar os pulsos com uma faca de açougueiro, arrebatado pela “beleza do mundo”. Ambos esticaram as canelas há 20 anos, mas acham que estão apenas indispostos, e que o cemitério é um pátio de hospital, assim como seus caixão apenas “caixas de doentes”.

O título original (Lincoln in the Bardo) não alude a figura do bardo poeta. Palavra nunca pronunciada no romance, trata-se do “bardo” do budismo tibetano (Saunders é budista praticante), um estado transitório entre a morte e o renascimento na vida seguinte. Ou seja: Willie é “o Lincoln no limbo” – mas seu pai também se debate num purgatório secular, sofrendo pelo filho e liderando o país numa guerra civil impopular. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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