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Esporte Toma posse nesta terça-feira o novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol

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Rogério Caboclo está afastado do comando da CBF. (Foto: Divulgação/CBF)

Início de um ciclo que pode levar a mudanças no futebol brasileiro ou continuísmo? É sob essa dúvida que o paulista Rogério Langanke Caboclo, advogado e administrador de empresas, de 46 anos, assume nesta terça-feira (09) a presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para um período de quatro anos.

Jovem em relação aos antecessores, metódico e detalhista, ele promete marcar a sua gestão por dois pilares: eficiência e integridade. Mas se moverá em um campo minado, resquício de métodos arcaicos de administração e da sucessão de escândalos de corrupção envolvendo os antecessores. Hoje, a CBF tem um ex-presidente preso nos Estados Unidos e outros que não saem do Brasil com receio de parar atrás das grades.

Diretor-executivo de gestão da entidade desde 2014, Caboclo garante estar preparado para o desafio. Rebate os que dizem que não é um conhecedor profundo do futebol, lembrando que aos 28 anos era diretor-executivo do São Paulo, seu clube de coração – paixão que herdou do pai, Carlos, também ex-dirigente do time – e que de 2002 a 2015 esteve na FPF (Federação Paulista de Futebol), ocupando vários cargos nas áreas administrativa e financeira.

No entanto, terá de superar outro tipo de desconfiança. Afinal, foi eleito como candidato da situação, dando prosseguimento a uma espécie de “dinastia” que comanda o futebol brasileiro desde que João Havelange fez de seu então genro, Ricardo Teixeira, presidente da CBF, há 30 anos.

Cria de Marco Polo Del Nero, Caboclo procura descolar a sua imagem da do criador. Promete tornar a confederação mais moderna e transparente e dar mais espaço e voz aos clubes, atendendo seus anseios em questões como a melhora do calendário.

“Eu tenho uma expectativa muito boa dele no sentido de a CBF ser um fator transformador do futebol e que trabalhe em favor dos clubes. Não só promover campeonatos bem organizados, mas que sejam criadas estruturas que apoiem os clubes”, disse Alexandre Campello, presidente do Vasco. “Ele já mostrou que é uma pessoa extremamente competente, qualificada para o cargo”, acrescentou Sérgio Sette Câmara, do Atlético-MG.

O novo presidente da CBF também venceu resistências internas. No seu início na entidade, vivia dizendo “não” a pedidos de ajuda, muitas financeiras, de dirigentes de clubes e federações. Com isso, era visto com maus olhos. Ele começou a ficar bem na foto com os dirigentes em 2017, quando comprou a briga deles contra uma exigência estabelecida na lei que criou o Profut – o programa de refinanciamento das dívidas dos clubes –, que determinava o rebaixamento de divisão de clubes que não apresentassem a Certidão Negativa de Débitos.

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