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Beleza Top model Linda Evangelista diz estar desfigurada após fazer a criolipólise; conheça os riscos

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Linda postou nas redes social que teve suas células adiposas aumentadas. (Foto: Reprodução)

A modelo canadense Linda Evangelista, de 56 anos, revelou nas redes sociais que um efeito colateral raro da criolipólise (CoolSculpting) a deixou “brutalmente desfigurada”. Ícone das passarelas nos anos 1990, ela contou que em vez de suas células de gordura diminuírem, o procedimento fez com que elas aumentassem, deixando maior a região submetida ao tratamento.

Linda Evangelista dividiu as passarelas e trabalhos fotográficos com nomes como Naomi Campbell e Cindy Crawford. Há alguns anos ela não se manifestava e tampouco aparecia publicamente, o que chamou a atenção dos fãs. Com isso, ela decidiu escrever um texto em suas redes sociais para explicar como o procedimento estético a levou para uma depressão.

“Hoje dei um grande passo para corrigir um erro que sofri e guardei para mim mesmo por mais de cinco anos. Para meus seguidores que se perguntam por que eu não tenho trabalhado enquanto as carreiras de meus colegas têm prosperado, a razão é que eu fui brutalmente desfigurada pelo procedimento CoolSculpting de Zeltiq, que fez o oposto do que prometia. [o procedimento] Aumentou, não diminuiu, minhas células de gordura e me deixou permanentemente deformada, mesmo depois de passar por duas cirurgias corretivas dolorosas e malsucedidas. Fui deixada, como a mídia descreveu, ‘irreconhecível’”.

Esse efeito colateral é conhecido como hiperplasia adiposa paradoxal ou HAP e, segundo os fabricantes de um dos aparelhos que realiza a criolipólise, tem uma taxa de incidência de 0,025%. Ou seja, ocorre um caso a cada 4 mil sessões. No entanto, um estudo feito por pesquisadores canadenses, sob a chancela da Sociedade de Cirurgia Plástica do país, que analisou mais de 8 mil sessões de criolipólise, mostrou que a hiperplasia adiposa paradoxal tem uma incidência um pouco maior do que os fabricantes estimam: entre 0,05% e 0,39%. Eles observaram que a maior parte dos casos (55%) ocorreu em homens e que 77,8% das pessoas afetadas tinham descendência europeia. As taxas de indecência caíram 75% quando os aparelhos de criolipólise foram trocados por modelos mais novos.

A criolipólise é um procedimento estético que consiste no resfriamento controlado das células de gordura localizada. Cada sessão pode durar de 30 minutos a 1 hora, dependendo do tamanho da região que será submetida ao tratamento. O congelamento causa a apoptose das células adiposas, ou seja, uma morte programada. O próprio corpo se encarrega de se desfazer das células mortas e os resultados aparecem cerca de 3 meses após a sessão. Em média, são eliminadas 25% das células de gordura da área tratada. Cada sessão custa entre R$ 2300 e R$2500. O tratamento pode ser feito na barriga, nas costas, braços, pernas e área do pescoço (para tirar a famosa “papada”).

De acordo Daniela S. Pimentel, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e médica dermatologista da Clínica Evive, de São Paulo, a HAP é visível – dá para ver mesmo quando a pessoa está vestida – e deixa a região submetida à criolipólise com o mesmo formato da ponteira usada no procedimento. Dá a impressão de que há um “estojo” ou um “pote de sorvete” por baixo da roupa do paciente.

“O tratamento para esse tipo de problema é a lipoaspiração. As células de gordura da região saem na cirurgia e o resultado fica perfeito. A fabricante do aparelho que uso para fazer a criolipólise na clínica onde eu trabalho custeia a lipo reparadora. O médico que realizou o procedimento deve acompanhar e orientar o paciente sobre a cirurgia”, afirma Pimentel.

A dermatologista destaca a HAP não pode ser confundida com um resultado da criolipólise que tenha ficado abaixo da expectativa dos pacientes. Por isso, é importante ter o acompanhamento médico para avaliar se há ou não o efeito colateral. Ainda não se sabe as causas deste problema.

“Esse procedimento deve ser feito por um médico habilitado, que tenha uma boa experiência. O paciente deve ser informado dos possíveis efeitos colaterais e assinar um termo de consentimento, onde ele assume os riscos junto com o profissional de saúde”, alerta Adilson da Costa, dermatologista e professor associado adjunto de dermatologia na Emory University, em Atlanta, nos EUA.

Outro efeito colateral – esse é mais comum – que está associado à criolipólise é a queimadura na região tratada. Isto ocorre quando há algum problema com a manta usada para proteger a região. Este item é descartável, e deve ser específico para aquele aparelho, ter boa qualidade e um tamanho adequado para cobrir a pele após o aparelho sugar a parte que será congelada. Há casos de clínicas que reutilizam as mantas ou cortam um pedaço delas para utilizar em outra sessão, com o objetivo de economizar, já que o material é caro.

Procurar boas referências é fundamental para diminuir os riscos do procedimento. É importante também ficar atento ao preço. Se for barato demais, desconfie.

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