Segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de dezembro de 2020
As lojas no centro da capital francesa fecharam mais cedo e as pessoas correram para cumprir o novo toque de recolher às 20h, que entrou em vigor na terça-feira (15) em Paris para tentar conter uma nova alta no número de infecções pela covid-19.
“Eu perdi completamente a noção do tempo e não percebi que era tão tarde”, disse Jun, uma moradora de Paris de 40 anos, que estava no distrito Opera pouco antes do toque de recolher. “Estou indo para casa”.
Em torno do normalmente movimentado distrito de compras, as fachadas das lojas estavam apagadas e havia poucas pessoas nas ruas, a maioria delas caminhava em direção à estação de metrô.
A terça-feira trouxe novas liberdades para as pessoas na França, pois marcou o final do período de lockdown obrigatório, no qual, durante todo o tempo, as pessoas só podiam sair por um tempo limitado, para compras essenciais ou para se exercitarem.
Agora, entra em vigência um toque de recolher à noite. Das 20h até as 6h, as pessoas podem sair apenas para trabalhar, ou para atividades profissionais, ou por razões médicas. Quem não cumprir a regra pode ser multado em 135 euros.
As autoridades avisaram que irão fazer cumprir rigidamente as novas regras. O ministro do Interior, Gerald Darmanin, se juntou a uma patrulha policial em Yvelines, a oeste de Paris, para checar se as pessoas estão obedecendo.
“O governo decidiu ser particularmente duro em relação às festas ilegais”, disse o ministro.
Alemanha
A Alemanha registrou um número recorde de mortes por covid-19 nesta quarta-feira (16), no mesmo dia em que entrou em um novo confinamento parcial que pode durar mais que o esperado diante da preocupante propagação do novo coronavírus.
Ao todo, 952 pessoas morreram da doença nas últimas 24 horas. O país também registrou 27.728 novos casos confirmados de covid-19, segundo o instituto de vigilância epidemiológica Robert Koch.
O número de contágios se aproximou do recorde de quase 30 mil casos de sexta-feira passada. O recorde anterior de mortes em apenas um dia era de 11 de dezembro, com quase 600 vítimas.
O cenário atual contrasta com o da primeira onda da pandemia, no primeiro semestre, que foi bem administrada pelo país.
No novo confinamento parcial, houve fechamento das escolas e dos estabelecimentos comerciais não essenciais. As autoridades desejam aplicar pelo menos até 10 de janeiro a regra ‘fique em casa’ em todo o país, segundo texto da resolução aprovada no domingo em uma reunião entre a chanceler Angela Merkel e os governantes dos 16 Estados regionais.
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