Levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta 4% de desocupação no Rio Grande do Sul durante o período de janeiro a março, menor taxa para um primeiro trimestre desde 2012. O termo se aplica a cidadãos desempregados que procuraram ativamente por recolocação no mercado de trabalho durante os últimos 30 dias.
Ainda de acordo com o estudo, o índice ficou 1,2 ponto percentual (p.p.) abaixo do verificado nos três primeiros meses de 2025. Os dados constam na mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
Titular da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, José Scorsatto considera que os resultados refletem a continuidade das políticas públicas voltadas à qualificação profissional, intermediação de mão-de-obra e fortalecimento de oportunidades de emprego e renda no Estado:
“Os dados do Pnad mostram que as ações voltadas a potencializar a empregabilidade estão dando resultado. A taxa de desocupação segue a menor da série histórica, a população desocupada reduziu em cerca de 24% se comparado ao trimestre anterior. Vamos seguir atuando para que esses resultados positivos sejam contínuos e, por consequência, a população gaúcha consiga ter acesso ao emprego e à qualificação”.
Outras estatísticas
No primeiro trimestre deste ano, o Rio Grande do Sul também foi cenário de um dos maiores percentuais de empregados do setor privado com carteira assinada no País: 80,5%. O ranking é liderado por Santa Catarina (86,7%), tendo São Paulo como vice (82,1%).
A pesquisa também revelou que o índice de “desalentados” (indivíduos que gostariam de trabalhar mas desistiram de procurar emprego) no Estado durante igual intervalo foi o segundo menor do País: 0,7%. Perdeu apenas para Santa Catarina (0,3%). Já a média nacional é de 2,4%.
O número de pessoas ocupadas no Estado chegou a 5,895 milhões, ao passo que o nível de ocupação foi estimado em 62,9%. Manteve, assim, a sexta posição entre as unidades federativas com melhores indicadores relativos a mercado de trabalho.
Outra informação relevante diz respeito à manutenção dos índices de informalidade. No período, o Estado tinha1,783 milhão de trabalhadores ocupados informalmente. Já o contingente de subutilizados foi estimado em 526 mil pessoas, com taxa composta de subutilização de 8,4% – sexta menor do Brasil.
No portal estado.rs.gov.br, o governo gaúcho salienta: “Os indicadores reforçam o cenário de fortalecimento do mercado de trabalho gaúcho, com manutenção de baixos índices de desocupação e estabilidade nos principais parâmetros relacionados à ocupação e geração de renda”.
(Marcello Campos)
