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Brasil O Paraguai expulsou o traficante brasileiro que matou uma mulher dentro da cela em uma prisão local

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No sábado, Piloto cometeu um assassinato dentro de sua cela no Agrupamento Especializado em Assunção, na tentativa de impedir sua extradição para o Brasil. (Foto: Divulgação)

O narcotraficante Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, conhecido como Marcelo Piloto, que estava preso em Assunção, no Paraguai, foi expulso do país nesta segunda-feira (19) e mandado de volta para o território brasileiro. A confirmação da expulsão foi feita pelo presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, em um post no Twitter. No último no sábado (17), Piloto matou uma jovem dentro da prisão para, segundo promotores paraguaios, tentar evitar a extradição ao Brasil.

Segundo informações preliminares do governo paraguaio, o avião com o traficante partiu do grupo tático aéreo da Força Aérea Paraguaia, em Luque, cidade vizinha a Assunção às 5h05min desta segunda-feira. Ainda nesta segunda, a Justiça do Rio de Janeiro autorizou a ida do traficante para o Presídio Federal de Catanduvas (PR).

A decisão que estabelece Catanduvas como destino de Piloto é do juiz Rafael Estrela Nóbrega, da Vara de Execuções Penais, que atendeu a pedido do secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes. O Departamento Penitenciário Nacional já tinha indicado a penitenciária paranaense como opção. A autorização, em caráter liminar, fixa prazo inicial de 60 dias para a permanência no Paraná.

Piloto, de 43 anos, tem de cumprir pena de mais de 26 anos de prisão por latrocínio e por roubo. No Brasil, além desta condenação, ele responde por outros crimes como homicídio, tráfico e associação para o tráfico.

No sábado, Piloto cometeu um assassinato dentro de sua cela no Agrupamento Especializado em Assunção, na tentativa de impedir sua extradição para o Brasil. Foi “uma atitude extrema de Piloto para impedir sua extradição”, disse o promotor Hugo Volpe. A Justiça do Paraguai autorizou a extradição de Piloto em 30 de setembro.

A jovem morta pelo traficante brasileiro conhecido como Marcelo Piloto entrou na prisão em que ele estava, no Paraguai, fora do protocolo, disse o Ministério Público paraguaio. Lidia Meza Burgos, de 18 anos, ficou 40 minutos na cela e morreu após levar 16 facadas de Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga.

A vítima, ainda conforme o MP, era prostituta e o visitava pela segunda vez. “Ela ingressou no presídio sem ser dia e hora de visita”, disse o promotor Hugo Volpe. Na ocasião, a investigação apontou que ela entrou às 12h35min, no presídio em Assunção.

Por volta de 13h50min, o guarda que fazia ronda no pavilhão da prisão ouviu gritos vindos da cela de Piloto, e ao verificar, encontrou a mulher caída no chão, ensanguentada. Ela foi encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu.

De acordo com o promotor, Marcelo Piloto teria matado a jovem utilizando uma faca de mesa. O corpo de Lidia foi submetido a autópsia; informações preliminares dão conta de que teriam sido 16 golpes.

Extradição

De acordo com a decisão de setembro que determinou a extradição de Marcelo Piloto, ele só poderia ser entregue às autoridades brasileiras depois da conclusão de dois processos abertos no país vizinho: um por homicídio e outro por produção de documentos falsos e violação da Lei de Armas – este último julgado na sexta-feira (16).

Na audiência, Piloto manifestou recusa à juíza e ao promotor do caso, segundo o MP paraguaio, na tentativa de prolongar a burocracia e adiar sua extradição. Segundo Volpe, que está no caso, a apelação de Piloto para que não seja extraditado está em segunda instância e deveria ser julgada em cerca de 15 dias.

Na semana passada, a sócia do advogado de Marcelo Piloto, Laura Casuso, foi executada em Pedro Juan Caballero. Ela defendia outro narcotraficante brasileiro, Jarvis Pavão, e chegou a atuar em processos de Piloto, em parceria com Jorge Prieto, segundo o promotor do MP Paraguaio.

 

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