Quinta-feira, 11 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
16°
Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Variedades Tratamento pode reduzir mortalidade do infarto agudo em até 26%

Compartilhe esta notícia:

Revascularização completa - e não apenas a limitada à artéria "culpada" - é o procedimento mais efetivo. (Foto: Reprodução)

A mortalidade de pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio cai em até 26%, dentro do primeiro ano após o tratamento, quando este não se limita apenas à desobstrução da artéria “culpada” pelo infarto, afirma o cardiologista intervencionista Marco Antônio Perin. Segundo ele, o dado consta de estudos recentes, e o tema foi discutido em outubro, durante encontro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

“Há muito tempo sabemos que o melhor tratamento para pacientes com infarto agudo do miocárdio é a angioplastia coronária. O que discutimos é se devemos tratar todas as artérias com obstruções importantes ou apenas aquela que foi a causa direta do infarto”, afirma Perin.

A angioplastia coronária é um procedimento não cirúrgico para restabelecer o fluxo sanguíneo da artéria que, ao se fechar, causa o infarto. Após a desobstrução da coronária, o paciente recebe um stent – uma prótese em formato de tubo, feita de metal, que a mantém aberta.

“Já existem vários estudos para avaliar essa condição. O mais recente deles demonstrou que a revascularização completa – ou seja: o tratamento de todas as lesões importantes – durante a mesma internação, ou em até 30 dias a partir da ocorrência do infarto, é a melhor estratégia”, afirma.

Covid-19

O cardiologista dr. Marco Antônio Perin lembra que a Covid-19 impôs cuidado redobrado aos pacientes com doenças cardíacas: “A prática mostrou que as pessoas, temerosas de contraírem Covid-19, acabam postergando cuidados e tratamentos que exijam uma consulta presencial, e isso resulta em casos que chegam à unidade de saúde em situação crítica”.

Além de instabilizar e agravar condições cardíacas já existentes, segundo artigo recente publicado no periódico internacional especializado em saúde The Lancet, a Covid-19 aumenta o risco de inflamação do músculo do coração (condição conhecida como miocardite) em pacientes de qualquer idade.

“É importante que as pesquisas sobre as melhores técnicas e os melhores tratamentos para cuidar de doenças cardíacas não sejam interrompidos durante a pandemia. A busca por uma vacina e os programas de vacinação que já começaram em alguns países, os desafios logísticos e políticos envolvidos, os efeitos de longo prazo – tudo relativo à Covid-19 continuará a ocupar os espaços de conversas e debates por muito tempo ainda”, lembra o cardiologista dr. Marco Antônio Perin.

De acordo com dados recentes da OMS (Organização Mundial de Saúde), doenças cardíacas já são há 20 anos a causa número um de mortes no mundo: no ano passado foram 9 milhões – correspondentes a 16% do total de mortes por qualquer causa.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Variedades

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

A Apple blindou o iPhone de ataques que chegam por mensagem
Missão da Nasa pode ter flagrado primeiro impacto de meteoroide em outro planeta
Pode te interessar