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Mundo Um tribunal alemão condenou um jovem a 20 horas de leitura

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Por meio de uma instrução de leitura, o jovem réu deverá agora ser "motivado a se ocupar em nível intelectual com o seu ato". (Foto: Reprodução)

Corte de Munique profere medida educativa a adolescente reincidente, que não teria “aprendido nada” depois da primeira infração. Ele foi condenado porque placa de sua moto não estava perfeitamente visível.

Um tribunal de Munique condenou um auxiliar de depósito de 19 anos a 20 horas de leitura porque a placa de sua motocicleta não estava perfeitamente visível. A condenação aconteceu em 8 de junho, comunicou o tribunal na sexta-feira passada.

Segundo o tribunal, o auxiliar de depósito admitiu a sua culpa. O incidente aconteceu em fevereiro deste ano e, por se tratar de reincidência, a juíza de menores responsável pela sentença concluiu que o acusado “obviamente não aprendeu nada” com o primeiro incidente, “exatamente o mesmo ato e com a mesma motocicleta”.

Por meio de uma instrução de leitura, o jovem réu deverá agora ser “motivado a se ocupar em nível intelectual com o seu ato”, informou o tribunal, acrescentando que não há necessidade de outras medidas educacionais para o acusado.

Segundo o comunicado, a medida educativa será realizada na Universidade de Munique. Numa primeira conversa, o jovem deverá escolher, entre uma série de sugestões, os livros que mais combinam com seus interesses e sua vida. Posteriormente, em entrevistas, ele falará sobre aquilo que leu, também em relação com a própria vida.

A medida se encerra com um trabalho em que o conteúdo da leitura e das discussões são “trabalhados em diversas formas criativas, como, por exemplo, contos, cartazes ou raps”.

Preconceito

Um homem cristão foi acusado e condenado por assassinar a própria filha depois de descobrir o relacionamento da adolescente com um muçulmano, em Israel. Sami Karra negou ter matado Henriette, de 17 anos, no caso apontado como um “crime de honra”.

Segundo os relatos da mídia local, a família da jovem tem origem árabe israelense e se opôs ao relacionamento com o muçulmano. O namorado da jovem foi apontado como sendo um prisioneiro no país. Ainda de acordo com as notícias, ela estaria pensando em se converter ao islamismo por causa do namorado.

 Os dois estariam se relacionando por cerca de um ano, causando a oposição veemente de todos os familiares. Toda a situação tensa levou a jovem a fugir de sua casa no último mês de maio, e enviar mensagens para um amigo próximo afirmando que temia que “[sua família] estaria enviando pessoas para me matar”.
“O réu decidiu causar a morte da vítima e, para realizar seu objetivo, estava equipado com uma faca”, afirmou a acusação do caso. Os advogados de defesa, que representam Karra, afirmam que ele não é culpado e alegam que o relacionamento difícil entre Henriette e sua família não era “nenhum segredo”.

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