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Brasil Tribunal de Contas da União começa a analisar as contas do governo Dilma

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Em maio, o Senado aprovou a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, justificado pelas "pedaladas fiscais" realizadas em 2015 (Foto: Banco de Dados)

Os ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) se reúnem nesta quarta-feira (15) para iniciar a discussão sobre as contas de 2015 do governo Dilma Rousseff. O relator das contas, ministro José Múcio Monteiro, apresentará seu parecer na reunião, marcada para começar às 10h30min.

A análise da área técnica do TCU enviada ao ministro aponta irregularidades nas contas de 2015. Caso o relatório de Múcio conclua que as contas devem ser rejeitadas, a expectativa é de que seja concedido um prazo de 30 dias para que Dilma apresente defesa. Depois, os ministros têm de votar para concluir se o tribunal recomendará a aprovação, a aprovação com ressalvas ou rejeição das contas de 2015. Esse posicionamento é encaminhado ao Congresso Nacional, que é responsável pela palavra final.

“Pedaladas”

No ano passado, o tribunal recomendou a rejeição das contas de 2014 devido às chamadas “pedaladas fiscais” e à edição de decretos que abriram créditos suplementares sem autorização prévia do Congresso Nacional.

As pedaladas fiscais consistiram no atraso do governo em repassar a bancos públicos o dinheiro para que essas instituições fizessem o pagamento de benefícios sociais e previdenciários. Assim, instituições como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil tiveram de usar recursos próprios para honrar os compromissos, em uma espécie de “empréstimo” ao governo, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Executivo, porém, alega que houve prestação de serviços, não operações que possam ser caracterizadas como empréstimos. Em maio, o Senado aprovou a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, justificado pelas “pedaladas fiscais” realizadas em 2015 e pela autorização, por parte do governo, de despesas extras de R$ 2,5 bilhões, entre julho e agosto de 2015, mesmo ciente de que o gasto era incompatível com a meta fiscal.

A acusação contra Dilma foi de que teria contraído “operação de crédito ilegal”, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe o governo de usar dinheiro emprestado de bancos públicos, ou seja, controlados pelo próprio Executivo. (AG) 

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