Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de julho de 2015
O TCU (Tribunal de Contas da União) anunciou uma “apuração administrativa preliminar” sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente da Corte, Aroldo Cedraz. Na semana passada, o escritório de Tiago foi alvo da Operação Politeia, da PF (Polícia Federal), que investiga o envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro no esquema de corrupção da Petrobras e outros órgãos públicos.
Em depoimento, o dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, um dos delatores da Operação Lava-Jato, disse ter negociado pagamento de 1 milhão de reais com o advogado para que um caso de seu interesse, que envolvia obras na usina de Angra 3, em Angra dos Reis (RJ), fluísse. Pessoa afirmou ainda que fazia pagamentos mensais de 50 mil reais ao filho de Aroldo Cedraz para obter informações de seu interesse no tribunal.
Processo na Corte que discutia irregularidades na licitação da obra da usina tramitou sob relatoria do ministro Raimundo Carreiro. Em 2012, seguindo voto dele e contrariando a área técnica, a Corte liberou a concorrência. Em 2014, consórcio integrado pela UTC assinou o contrato para obras na usina.
A Operação Politeia corre no STF (Supremo Tribunal Federal) por envolver suspeitas sobre autoridades com foro privilegiado, como é o caso de ministros do TCU. Carreiro nega irregularidades e disse ter atuado com rigor técnico no caso. Tiago sustenta que foi sondado por Pessoa, mas não atuou para a empreiteira na Corte. Ele avisa ainda que processará o empreiteiro. (AE)
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