Terça-feira, 15 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de setembro de 2026
Empresa alega que a paralisação ocorre em um momento de situação econômico-financeira desafiadora
Foto: ABrO Tribunal Superior do Trabalho (TST) atendeu parcialmente ao pedido dos Correios e determinou que os sindicatos mantenham 80% dos trabalhadores em atividade durante a greve da categoria. A decisão não declarou a paralisação abusiva neste momento.
A determinação vale para unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e também para áreas administrativas ou de suporte consideradas indispensáveis à continuidade dos serviços postais.
Segundo a decisão do TST, o percentual mínimo de 80% deverá ser cumprido individualmente em cada unidade abrangida pela paralisação. Quando for aplicável, a exigência também deverá ser observada em cada turno e atividade considerada indispensável. A decisão proíbe que eventuais excedentes de trabalhadores em uma unidade, turno ou atividade sejam utilizados para compensar um número menor de empregados em outro local.
Os Correios recorreram ao TST em caráter de urgência e pediram que a greve fosse considerada abusiva. A empresa também solicitou a abertura de dissídio coletivo, diante da falta de acordo com os trabalhadores nas negociações sobre o reajuste salarial.
O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30. Até a data prevista para a análise, Correios e representantes dos trabalhadores ainda podem chegar a um acordo sobre as reivindicações da categoria.
Para tentar reduzir os impactos da paralisação, a estatal informou que colocou em prática um plano para garantir a continuidade dos serviços. Entre as medidas anunciadas estão a mobilização de empregados de áreas administrativas para auxiliar nas atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões destinados a manter o fluxo de encomendas e correspondências.
De acordo com os Correios, as agências permanecem abertas ao público durante a greve. A empresa afirma que as medidas adotadas buscam preservar a operação e reduzir os efeitos da paralisação sobre os serviços prestados aos clientes.
Os Correios também afirmam enfrentar uma situação econômico-financeira desafiadora. Segundo a empresa, entre as prioridades estão a redução de despesas, o aumento da eficiência, a modernização das operações e a criação de novas fontes de receita.
A estatal aguarda ainda nesta semana a liberação de um empréstimo bancário de R$ 7 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional. O financiamento faz parte das medidas adotadas pela empresa diante das dificuldades financeiras enfrentadas atualmente.
No primeiro semestre de 2026, os Correios registraram prejuízo de R$ 5,4 bilhões. O resultado reforça o cenário financeiro apresentado pela empresa durante as negociações e no processo levado ao Tribunal Superior do Trabalho. (Com informações do jornal O Globo)
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A ” JUSTIÇA” DESSE MERDA DE PAÍS VAI FAZER O QUE????MULTAR UMA EMPRESA QUEBRADA???DEMITIR FUNCIONÁRIOS QUE NÃO RECEBEM SALÁRIO? ATITUDE IMBECIL , SE FOSSE PRIVADO SERIA PROVIDENCIAL , MAS PÚBLICA SUSTENTADA PELOS NOSSOS IMPOSTOS NÃO HÁ OQUE SE FAZER SE O PRÓPRIO GOVERNO APOIA GREVES.