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Notícias Troca de farpas entre Cunha e Dilma começou no domingo

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Na avaliação da cúpula nacional do PT, o afastamento de Cunha questiona, inclusive, a validade do processo de impedimento de Dilma (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

A troca de farpas entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se estende desde o domingo. De lá para cá, foram duas declarações de Dilma e duas de Cunha. Todas foram dadas em entrevistas e geraram um dos momentos mais delicados na relação entre os dois. Veja os capítulos da discussão:
18 de outubro:
A presidenta Dilma, em viagem oficial à Suécia, foi questionada sobre as provas da existência de contas na Suíça atribuídas a Cunha. O jornalista queria saber se o fato causava constrangimento ao Brasil no exterior. Dilma respondeu que seria “estranho se causassem”. “Ele [Cunha] não integra o meu governo. Eu lamento que seja um brasileiro, se é isso que você está perguntando.”

19 de outubro:
Na Câmara, a imprensa  abordou Cunha para saber o que ele pensava da declaração da presidenta no dia anterior. Na resposta, a exemplo de Dilma, ele disse que também tinha algo a lamentar. “E eu lamento que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo”, afirmou o presidente da Câmara.

20 de outubro:
Em declaração à imprensa na Finlândia, ao lado do presidente do país, Dilma foi questionada sobre Cunha ter dito que o governo brasileiro está envolvido no maior escândalo de corrupção do mundo. “Eu não vou comentar as palavras do Presidente da Câmara. O meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção. Não é o meu governo que está sendo acusado atualmente”, respondeu  a mandatária. No mesmo dia, mais tarde, Cunha rebateu: “Eu não sabia que a Petrobras não era do governo”.

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